Os negociadores dos EUA e do Irã concordaram no domingo em estabelecer uma nova agência de resolução de conflitos para o Líbano, após dias de declarações conflitantes, confusão sobre os termos do cessar-fogo e preocupação crescente de que um único mal-entendido pudesse reacender o conflito na região.
De acordo com uma declaração conjunta emitida pelos mediadores do Qatar e do Paquistão, Teerão e Washington concordaram em estabelecer uma “unidade de resolução de conflitos” envolvendo os Estados Unidos, o Irão e o Líbano para “garantir o cumprimento da cessação das actividades militares no Líbano” descrita no Memorando de Entendimento.
O acordo surgiu das primeiras conversações de alto nível realizadas no âmbito do Memorando de Entendimento de Islamabad, que foram concluídas no luxuoso resort suíço de Bürgenstock, com vista para o Lago Lucerna.
Embora os negociadores tenham saudado um maior progresso rumo a um acordo final, a criação de um mecanismo de resolução de conflitos parecia ser a mais concreta das conquistas mais imediatas e práticas da cimeira.
A medida surge depois de dias de incerteza em torno do cessar-fogo, com o Irão a enviar mensagens contraditórias sobre o estado do Estreito de Ormuz e as autoridades de ambos os lados a oferecerem interpretações contraditórias sobre que actividade militar se enquadra no limiar do cessar-fogo em curso e quem e como os violadores serão determinados.
“Foi estabelecida uma linha de comunicação entre as partes por (60 dias) para evitar incidentes e falhas de comunicação com o objetivo de garantir a segurança dos navios comerciais que passam pelo Estreito de Ormuz”, afirma o comunicado das partes.
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