Duas dezenas de legisladores de 14 países latinos juntaram-se à crescente reacção internacional contra o presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, por ter publicado “Heil Hitler” em resposta a uma coluna de apoio ao candidato presidencial de direita.
A reação segue-se à condenação anterior da retórica inflamatória por parte do Ministério das Relações Exteriores de Israel, juntamente com as principais organizações judaicas americanas.
Legisladores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai disseram terça-feira que o uso de expressões relacionadas ao nazismo é impróprio nos debates democráticos e deve ser condenado, especialmente quando vem de um chefe de Estado.
Observaram que o incidente não pode ser visto de forma isolada, uma vez que o líder esquerdista tem utilizado repetidamente referências ou alusões ao nazismo ao dirigir-se aos opositores, aos críticos e aos meios de comunicação social.
“O uso de referências ao nazismo não deve tornar-se uma ferramenta retórica para desacreditar opiniões políticas ou ideológicas”, afirmaram os legisladores numa declaração conjunta lançada pelo Movimento Contra o Antissemitismo. “Os líderes democratas têm a responsabilidade de promover um debate público respeitoso e consciente do peso das palavras.”
Os historiadores alertaram repetidamente que tais comparações contribuem para banalizar os crimes do regime nazi e distorcer a memória do Holocausto.
O incidente aconteceu apenas duas semanas antes do segundo turno das eleições no país sul-americano, onde o candidato conservador da oposição emergiu como o favorito na disputa.









