Os adeptos franceses e senegaleses viveram uma noite de montanha-russa durante a vitória dos Blues (3-1). Entre preocupações, assobios, “Marselhesa” e uma explosão de alegria após os gols franceses, o clima aumentou na Cidade Rosa. Relatórios.
Bem antes do pontapé de saída entre França e Senegal, esta terça-feira à noite, às 21h00, o clima já estava presente nas ruas de Toulouse. Adeptos de ambos os campos reúnem-se de bom humor, trocam algumas piadas e previsões, sempre com simpatia. Todos estão mostrando suas cores e sua impaciência para ver começar esse tão aguardado pôster.
Da ansiedade dos primeiros minutos ao relaxamento do intervalo
Dentro dos bares as discussões já se voltam para a composição do Blues. “A composição não é boa, com um ambiente péssimo”, diz Emma, não convencida da escolha do treinador. Outros são mais otimistas. “Vejo um 1-0 para a França, um jogo curto em que os jogadores não se esforçarão”, prevê um adepto.
Na hora dos hinos, os clientes do bar se levantam e cantam a Marselhesa a plenos pulmões. Vozes ecoam por todo o estabelecimento. O apoio aos Blues é total.
Desde os primeiros minutos, cada ação francesa suscita reações imediatas. Aos 7 minutos, um ataque francês fez com que vários espectadores saltassem dos seus assentos, enquanto alguns protestos se seguiram à queda de um jogador senegalês. Aos 11 minutos, uma aceleração de Kylian Mbappé provoca os primeiros gritos de esperança. “Sim! Vamos!” grita parte da plateia.
Mas à medida que o primeiro período avançava, o entusiasmo diminuía. As oportunidades são raras e o domínio esperado dos Blues não está sendo concretizado. “É uma batalha de ajuste”, tenta explicar um apoiador. Outros são muito mais sérios: “Jogo difícil, espero que consigamos na segunda parte”, sussurra um deles. “Não é um bom nível, espero que pelo menos cheguemos aos quartos-de-final”, preocupa-se uma jovem.
Mesmo o tempo extra não é suficiente para despertar a assembleia. Uma oportunidade francesa faz-nos acreditar num golo por alguns segundos antes de dar lugar à frustração. Durante o intervalo, os comentários foram unânimes: “Estamos entediados”, “Está empatado”, “Estamos adormecendo”.
O despertar dos Blues e a libertação de Mbappé
Porém, a volta do vestiário muda a dinâmica. Uma primeira ação tricolor dá esperança imediatamente. Depois vem a ação que faz os corações explodirem: um pênalti negado à França. Gritos, batidas nas mesas e protestos irrompem. “Juiz incompreendido!” exclama um apoiador.
Depois vem a libertação. Kylian Mbappé finalmente encontra a abertura aos 62 minutos. O público explode. Os torcedores pulam, cantam, dançam, batem nas mesas e repetem mais uma vez a Marselhesa. “Finalmente acreditamos no renascimento da seleção francesa!” lançando um cliente.
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O mesmo cenário se repetiria aos 82 minutos, quando os Blues aumentaram a vantagem. “Fantástico! Reconhecemos ali a nossa equipa”, entusiasmam-se vários espectadores. Cada ação francesa é agora acompanhada de aplausos.
O final da partida ainda traz emoções. A redução de pontos senegalesa, soberba, é aplaudida até por alguns apoiantes franceses. Mas a resposta francesa não demorou muito: nos momentos finais, Mbappé marcou um espectacular terceiro golo de longe. Outra explosão de alegria sacode o bar.
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No final de uma noite que passou do tédio à euforia, um adepto resumiu perfeitamente o clima geral: “Quando os nossos jogadores acordam, são assustadores”. Uma frase que por si só conta a atmosfera desta introdução ao Blues.








