o essencial
Aos 27 anos, Shaun Vinel viveu um momento único nos dias 23 e 24 de maio ao competir no lendário MXGP em Lacapelle-Marival, a menos de uma hora de sua casa. O piloto e o professor compartilham os bastidores desta experiência global e confiam os desafios a uma pequena equipe que atende a elite.

“Era um sonho de infância. Acho que todos nós, em algum momento, quando praticamos um esporte, podemos chegar a um alto nível”, exclama Shaun Vinel, para quem o motociclismo não tem mais segredos. Para esta temporada de 2026, ele decidiu voltar ao motocross. Não por acaso. A oportunidade surgiu: o Grande Prêmio do MXGP da França foi realizado nos dias 23 e 24 de maio em Lacapelle-Marival, em Lot.

Um projeto criado para esta ocasião

Shaun Vinel começou a andar de moto aos 4 anos, inspirado pelo exemplo de um pai que era piloto de nível nacional. Primeiro o motocross, depois especializando-se em supercross, uma disciplina derivada, em percursos mais técnicos. Essa especialização o levou a disputar campeonatos na França, Alemanha e Espanha. Há quatro anos ele voa todos os anos no final do ano para a Argentina para o Campeonato Sul-Americano, onde tem equipe própria. No ano passado ele esteve no Canadá. O motociclismo, para Shaun Vinel, nunca foi um assunto local. Com apenas 18 anos fundou a Easy MX Training, uma escola de motociclismo off-road com sede em Martiel, onde treina jovens e adultos e transmite a sua paixão com total segurança.

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Ele compara o MXGP à Fórmula 1 ou ao MotoGP, com as motos mais potentes e os pilotos mais rápidos do mundo. Para participar nesta competição, Shaun teve que formar uma equipa privada, encontrar parceiros e submeter um pedido de inscrição entre as 40 candidaturas aprovadas. Um pedido especial que necessita de um orçamento, cerca de 20.000 euros. “Talvez o fato de terminar em oitavo no Campeonato Francês de Supercross tenha influenciado. O fato é que consegui me inscrever”, confidencia.

Duas rodadas, no coração da elite mundial em casa

O fim de semana de 23 e 24 de maio foi intenso. Terreno muito técnico e calor forte, as condições eram difíceis. Shaun Vinel terminou em 28º na primeira rodada, 24º na segunda ou 27º na classificação geral entre cerca de trinta participantes. Resultados modestos no papel, mas para serem lidos no contexto: concorrentes profissionais com meios incomparáveis. “Não consegui aguentar mais de três voltas com alguns pilotos. Depois não coloquei em perigo nem a mim nem aos outros concorrentes. Isso é que é honroso”, sublinha o piloto.

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Se o resultado era esperado, a dimensão humana superou todas as expectativas. Nas arquibancadas e embaixo das arquibancadas: familiares, amigos, alunos da escola vieram apoiar seu instrutor. Franceses de outros lugares também o encorajaram, carregados pelo orgulho da bandeira tricolor. “Morador de Aveyron participando de um campeonato mundial de motocross, acho que já faz muito tempo que não existia. Foi um sabor muito especial e grandioso”, diz Shaun. E então, numa reviravolta do destino: foi depois da corrida que Shaun percebeu que o seu pai também tinha participado neste mesmo Grande Prémio, há exatos 20 anos, em 2006.

Um marco alcançado, horizontes abertos

Dois dias depois da corrida, Shaun Vinel afirma que ainda não entende completamente o que este fim de semana mudará em sua carreira. “Isso me permitiu me profissionalizar um pouco mais. Ainda há muitas coisas que podemos melhorar”, afirma. A temporada não acabou. Neste momento é o número 21 do campeonato francês de elite de motocross e espera chegar a este top 20. Está planeada uma corrida na Bretanha em meados de junho, se o trabalho e as finanças o permitirem. Então, no final do ano, o Campeonato Francês de Supercross e também o Campeonato Sul-Americano de Supercross o aguardam.

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Aos seus alunos que o observaram desenvolver-se entre a elite mundial, ele enviou uma mensagem simples e direta: “Os jovens não sonham o suficiente. Continuem a sonhar.” Termina com um sorriso e brilha nos olhos: “Este fim de semana poderia ter sido uma pessoa do Chile, outra da Espanha ou da indústria francesa. Poder se conectar com todas essas pessoas, em algo que você ama… ainda é uma loucura.”

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