A seleção francesa se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo ao vencer o Paraguai (1 a 0) no sábado, 4 de julho, na Filadélfia. Mas, além do placar, acima de tudo, os blues viveram uma noite de violência física, provocações, insultos, erros repetidos e arbitragens muito contestadas.
Às vezes, essas oitavas de final da Copa do Mundo não eram mais uma partida de futebol. Diante do Paraguai, a seleção francesa teve que passar por um encontro acirrado e agitado, vencendo graças a um pênalti de Kylian Mbappé após uma série de dribles de Désiré Doué. Mas ao apito final, os Blues falaram principalmente sobre a “guerra” que viveram em campo.
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Ao microfone do M6, Kylian Mbappé resumiu perfeitamente o estado de espírito francês: “Mostrámos que não éramos apenas uma equipa que sabia jogar um futebol ofensivo. O capitão dos Blues acrescentou ainda que os paraguaios achavam que queriam ver a França “chegar de smoking” para jogar um futebol bonito, mas que também sabiam jogar “futebol sujo”.
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Barcola: “Nunca tinha jogado um jogo como este”
Bradley Barcola, substituído por Désiré Doué à passagem da hora, também se caracterizou pela intensidade do jogo. Na zona mista, o extremo francês confidenciou que “nunca tinha disputado um jogo como aquele”, citando “jogadas traiçoeiras”.
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Rayan Cherki, por sua vez, prefere usar a ironia diante da situação: “O julgamento? Não tenho nada a dizer, você viu por si mesmo”. O jogador do Manchester City chegou a questionar-se sobre quantos cartões esta equipa recebeu: “Quantos cartões levaram?” Resposta: nenhum.
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Até Didier Deschamps, embora raramente efusivo no que diz respeito ao julgamento, reconheceu uma noite muito especial. “Não vou criticar o Paraguai, cada time joga como quer, mas teria passado sem os insultos”, lamentou o treinador. A França junta-se, portanto, a Marrocos para um confronto chocante nos quartos-de-final.









