Lionel Scaloni colocou em dúvida o time titular da final, exaltou a lenda de Lionel Messi e elogiou a Espanha

Nas portas de um nova final mundial no MetLife Stadium em Nova Jersey, Lionel Scaloni Ele deu sua última coletiva de imprensa antes da partida final da Copa do Mundo de 2026 entre Seleções nacionais da Argentina e da Espanha.

Com a calma de sempre, mas sem filtros, o treinador do Santa Fe deixou títulos fortes: desde o desconforto de um desleixo organizacional que afetou a preparação da equipe até uma análise profunda da “herança” de Lamine Yamal e da lenda de Lionel Messi.

Raiva com a mudança de treinamento e jogadores

Fiel ao seu estilo direto, Scaloni não escondeu a irritação com uma complicação logística de última hora que atrapalhou o planejamento da comissão técnica na véspera do jogo.

“A verdade é que estamos apenas descansando… Hoje nos obrigaram a treinar em um horário que não queríamos. Fizemos um treino estranho e rápido, não tentamos nada.”atirou no treinador, visivelmente afetado.

“Veremos como chegamos lá. Com base nisso, veremos como nos saímos no domingo, contra a Espanha. Amanhã será o importante treino para ver e conversar com eles.” Ele acrescentou sobre a equipe, que ainda não tem isso em mente.

Orgulho da lenda de Messi aos 39 anos e seu futuro incerto

Um dos momentos mais emocionantes da conversa ocorreu quando o treinador se referiu à validade de Lionel Messi, que disputará mais uma final mundial no final da carreira.

“Ele é pura história. Isso me enche de orgulho. Que o melhor jogador de futebol que o mundo já viu pense assim pela equipe é algo incrível. Chegar à final aos 39 anos é algo incrível. É por isso que eu disse: vamos aproveitar, ainda temos isso aqui e temos que valorizar isso.”ele expressou emocionado.

Porém, ele não quis dar detalhes sobre o que acontecerá depois de domingo: “Não sei se é o último jogo do Messi com a Argentina, não faço ideia. “Isso nunca deixa de me surpreender, mas isso é uma pergunta para ele, eu não falei sobre isso.”

Além disso, estendeu o reconhecimento a toda a equipe por manter a competitividade no mais alto nível há tantos anos: “Você pode vencer, espero que ganhemos, mas se não o fizer, a jornada tem sido incrível. Conseguir isso anos atrás era impensável.”

O “legado” de Lamine Yamal e o espelho tático com a Espanha

Analisando o rival comandado por Luis de la Fuente, o técnico argentino destacou que ambas as equipes compartilham a mesma filosofia futebolística e minimizou a percepção de vantagem da experiência da Albiceleste na final.

“Eles baseiam tudo na bola, somos muito parecidos. O padrão de jogo é a bola, com algumas nuances diferentes. Espanha e Argentina encontraram uma mistura de jogos bastante clara e ambas mereciam estar aqui” ele explicou.

Quanto à imprensa, foi monótona: “Não creio que seja uma desvantagem termos chegado a uma final antes e eles não. Quando a bola começa a rolar, o jogador esquece a pressão”.

Quando questionado sobre Lamine Yamal, a jovem estrela do Barcelona, ​​Scaloni elogiou muito: “Ele está jogando muito bem, aquele menino é um legado do futebol. Ele está em uma idade que tem muito a dar e vai trazer muita alegria para a Espanha. Esperemos que não muito no domingo. Tudo na Espanha me preocupa.”ele explicou entre risadas.

O valor da solidariedade com as pessoas

Para encerrar, Scaloni destacou o impacto social que esse time tem no país e como a associação com o torcedor é o verdadeiro motor do grupo.

“As emoções continuam porque você vê seu povo comemorando… No final, jogamos por eles. Redescobrimos algo muito valioso, que as pessoas ficam na frente da TV com a camisa da Argentina e se abraçam. Esse é o maior valor que podemos ter.” ele refletiu.

FMZ



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