A seleção francesa perdeu na terça-feira, 14 de julho, nas semifinais da Copa do Mundo, contra a Espanha (2-0). Seleção de Didier Deschamps, pênaltis, controle coletivo da Espanha. Nós respondemos às suas perguntas.
Foi um erro de Lucas Digne em Lamine Yamal?
Esta é a jogada mais importante da partida. Aos 20 minutos, Lucas Digne fez falta em Lamine Yamal, o que levou Mikel Oyarzabal a abrir o marcador de grande penalidade. O lateral-esquerdo francês não viu Yamal aproximar-se enquanto se preparava para desviar uma bola aérea, que o extremo do FC Barcelona cabeceou primeiro. O pé de Digne pousou em cima da perna de Yamal: foi claramente um pênalti, mesmo que o erro não tenha sido intencional.
Didier Deschamps estava errado?
O treinador francês optou por colocar Bradley Barcola em vez de Désiré Doué, o que dizia algo sobre a abordagem deste encontro. Os Blues optaram por fazer as transições com a velocidade de Barcola, Mbappé e Dembélé, concordando em sofrer a posse espanhola. Uma abordagem cautelosa, provavelmente excessiva, combinada com a pouca pressão dos Blues, permitiu que La Roja assumisse o controle da partida com as próprias mãos. Frustrante, dado o poder ofensivo dos Blues desde o início do torneio.
Por que Manu Koné entrou no intervalo?
O ex-jogador do TFC poderia ter começado o jogo, mas Didier Deschamps decidiu colocar Aurélien Tchouaméni como titular, ausente por lesão nos últimos dois jogos dos Blues. No entanto, o jogador da AS Roma entrou no intervalo no lugar de Adrien Rabiot, que foi ameaçado de suspensão após receber um cartão amarelo aos 9 minutos. No entanto, Rabiot foi um dos franceses mais afiados na pressão do primeiro período.
O quarteto ofensivo dos Blues decepcionou?
Sim. Numa primeira estratégia de transição, os quatro atacantes azuis tiveram poucas bolas para explorar apesar dos bons movimentos verticais de Barcola (6) e Mbappé (16). O capitão francês tocou apenas 15 bolas no primeiro tempo, incluindo apenas duas na área. No segundo tempo, Doué substituiu Barcola e Cherki assumiu o lugar de Olise, mas mesmo com um bloqueio mais alto e mais presença na cara do adversário, as chaves azuis não conseguiram encontrar as chaves para desestabilizar uma muito boa defesa espanhola. A defesa espanhola virou os atacantes azuis, que marcaram em todos os jogos desde o início da Copa do Mundo. A Espanha sofreu apenas um gol.
Que recorde Didier Deschamps quebrou?
Didier Deschamps disputou nesta terça-feira sua 26ª partida em Copas do Mundo como técnico. Aquele que estreou no Azul em 2012 tornou-se o recordista, à frente de Helmut Schön, técnico da Alemanha Ocidental com 25 jogos entre 1966 e 1978.
Por que Gianni Infantino foi vaiado?
Aparecendo no telão do AT&T Stadium, em Arlington, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi vaiado pelo estádio texano, o que provavelmente não apagaria o pequeno sorriso em seu rosto. Se não sabemos exatamente as intenções do público, podemos imaginar que a interação entre Infantino e Donald Trump, que lhe ordenou a retirada do cartão vermelho que o atacante americano Folarin Balogun recebeu nas oitavas de final da Copa do Mundo, não ajudou a melhorar a reputação do órgão. Nem que certas decisões de arbitragem (França – Paraguai, por exemplo) durante esta Copa do Mundo provavelmente acalmariam a imaginação de supostas conspirações.
A Espanha é a rota da França?
Podemos dizer isso. Pelo menos em sua história recente. Os Blues ficam com três derrotas nas competições internacionais frente a La Roja: na semifinal do Euro 2024 (2-1), na semifinal da Liga das Nações de 2025 (5-4) e, portanto, esta terça-feira na semifinal da Copa do Mundo (2-0).







