O futebol sul-americano está mais uma vez no centro da tempestade. Uma pesquisa publicada pelo prestigiado jornal New York Times revelou que altos dirigentes da FIFA estavam cientes há mais de um ano de uma queixa ética envolvendo diretamente o paraguaio Alejandro Domínguezpresidente da Conmebol e vice-presidente do órgão que rege o futebol mundial.

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A acusação: fundos recuperados sob suspeita

De acordo com informações fornecidas por três fontes diretas sob condição de anonimato a denúncia apresentada ao Comitê de Ética da FIFA sustenta que Domínguez junto com outro alto executivo da Conmebol teria recebido mais de cinco milhões de dólares.

O fato mais controverso é a origem das moedas: O dinheiro viria dos recursos que a própria confederação sul-americana conseguiu recuperar após as ações judiciais sobre o histórico “portão da FIFA”o escândalo de corrupção e suborno que desmantelou a liderança anterior na última década.

Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL

Silêncio oficial na FIFA e na Conmebol

O impacto político da notícia é total devido ao enorme peso que o líder paraguaio tem na estrutura internacional. Apesar da gravidade das denúncias, as entidades envolvidas optaram pelo sigilo:

  • Conmebol: Ele respondeu à mídia norte-americana que desconhecia completamente a existência de uma queixa ética contra o seu presidente.

  • FIFA: Ele se recusou a responder aos repetidos pedidos de comentários dos jornalistas responsáveis ​​pela investigação.

  • Alejandro Domínguez: O envolvido não respondeu a nenhuma das perguntas jornalísticas relacionadas ao caso.

Esta nova frente de conflito jurídico reaviva os espectros da corrupção nas organizações desportivas da região, abrindo um cenário de profunda incerteza institucional a nível global.

PA



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