O presidente do Tarbes PF relembra a façanha da segunda promoção consecutiva que coloca Tarbais no Nacional (antigo Nacional 2) na próxima temporada.
Na cabeça do presidente da TPF, que sentimento domina após esta subida ao Nacional?
É completamente improvável. Honestamente, não entendemos o que isso representa. Estamos a falar de duas subidas seguidas, e este ano de três subidas para as nossas equipas sénior. Três! É enorme. Este grupo é excepcional. Existe uma alquimia, uma energia… Sentimos que algo especial está acontecendo. Ver todo mundo chorando, todo mundo saindo de campo, é poderoso. Isso é raro na vida de um líder.
Por que você está falando sobre um cenário improvável?
Porque tudo se resumia aos detalhes e, sobretudo, não dependia de nós. Tínhamos que ver o que Canet estava fazendo ao mesmo tempo. É mentalmente muito difícil de lidar, estar focado no campo e ter um olho em outro lugar. Obviamente estávamos brincando com medo. E quando jogamos com medo, não jogamos como sempre. Marcamos um gol nesse contexto. Os jogadores estavam entusiasmados, entusiasmados.
Exatamente como a equipe conseguiu se libertar?
Em algum momento eles se separaram. Acho que eles sabiam que os outros venceram apenas por um gol. E houve um clique que levantou esse peso enorme. Talvez tenhamos dito a nós próprios que tudo ainda é possível e a TPF finalmente tem o seu futebol. E havia algo mais. Vimos uma equipe transformada. Isto é o que há de excepcional no desporto: esta capacidade de reverter uma situação sob pressão.
Você está falando de uma das lutas mais loucas que você já viveu?
Sim, sem hesitação. O estresse era constante e passamos por todas as emoções. Este tipo de jogo marca e quando vai para o lado certo é indescritível. Honestamente, estou muito emocionado. Muito, muito emocionante para este grupo.
“Tentamos ser profissionais mantendo-nos num quadro amador, com regras e exigências”.
Este aumento também recompensa o trabalho realizado desde que assumiu o clube?
Claro. No fundo é o mais forte. Há muito trabalho por trás disso. Permanecemos humildes, construímos passo a passo. Temos caras que realmente investem no clube. Atuamos como uma família, com valores fortes. Procurámos ser profissionais mantendo-nos num quadro amador, com regras e exigências.
O que mais te impressionou neste compromisso diário?
As vítimas. Bate-papos noturnos, mensagens às 03h00. Jogadores, staff ligando para conversar, para entender, para antecipar. Essa obsessão em fazer bem. E aí de manhã, bem cedo, já tem alguém no estádio. Isso mostra o estado de espírito.
Podemos dizer que este sucesso é acima de tudo humano?
Sim, absolutamente. O futebol não se resume apenas ao campo. É um grupo, uma mentalidade, uma coesão. O que vivenciamos aqui é uma aventura coletiva. É talento, claro, mas acima de tudo é coração. E não pode ser inventado.
Esta ascensão ao Nacional é uma continuação lógica ou uma surpresa?
Um pouco de ambos. Quando vemos o trabalho ser encerrado, dizemos a nós mesmos que não é um acidente. Mas acontece que com este cenário, esta tensão, é inesperado. E é por isso que é ainda mais bonito.
Qual a sua visão sobre o futuro do clube após esse feito?
Acho que Tarbes pertence ao Nacional. Realmente. Continuaremos trabalhando, permanecendo humildes, para não nos entusiasmarmos. Mas este aumento confirma tudo o que implementámos. Dá credibilidade ao projeto. E acima de tudo, recompensa um grupo que nunca desistiu.
O que você pessoalmente lembra desta noite?
O sentimento. Puro. Ver esse grupo sendo recompensado, ver essa alegria, essas lágrimas… É por isso que jogamos futebol. Para vivenciar esses momentos. Honestamente, é excepcional.









