Jürgen Klopp, ex-técnico do Liverpool, criticou a FIFA ao criticar as pausas para resfriamento impostas durante a Copa do Mundo. Apresentados como medida para proteger os jogadores do calor, tornaram-se uma polêmica vitrine publicitária.
Jürgen Klopp nunca gostou de futebol distorcido. Diante dos intervalos obrigatórios para lanches introduzidos para a Copa do Mundo de 2026, o alemão não mediu palavras no canal nacional ZDF.
Apresentado oficialmente pela FIFA como medida de proteção contra o calor, o ex-técnico vê-o sobretudo como uma operação comercial. Para ele: “o futebol está refém de dirigentes instalados em escritórios climatizados”.
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Uma iniciativa de saúde… transformada em tela publicitária
O debate é delicado, porque o perigo climático existe. Esta Copa do Mundo realizada nos EUA, México e Canadá expõe, durante certas partidas, jogadores e torcedores a temperaturas por vezes extremas. A FIFA optou, portanto, por padronizar a regra: uma pausa para hidratação em cada tempo, independente do estádio, horário ou clima.
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Mas é precisamente esta natureza sistemática que alimenta as críticas de Klopp. “Na verdade, é apenas uma gaiola de ouro, construída para patrocinadores”, protesta o alemão, antes de explicar os elementos que o fizeram reagir: “Quando vi os jogadores ali, durante um intervalo para lanche, enquanto os intervalos da TV ditavam o ritmo do jogo, não pude deixar de me perguntar: para quem é realmente a Copa do Mundo?
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O medo de assistir futebol ao fundo
Embora o nível do futebol nesta Copa do Mundo não esteja em dúvida, Jürgen Klopp se pergunta se o respeito dos dirigentes pelo esporte em si ainda está no centro dos debates: “É perigoso para o espírito do jogo. O futebol já foi o evento principal, mas agora corre o risco de se tornar a música de fundo de um golpe publicitário”.









