Aymen Hussein, o filho da guerra que se tornou um terror para a defesa: o atacante iraquiano que faz tremer os azuis de Deschamps

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Contra a França, o Iraque contará com a sua principal arma: Aymen Hussein. Atacante poderoso nos duelos e decisivo no jogo aéreo, é o perigo que os Blues devem ter cuidado. Por trás de seu antiquado perfil de número 9 está um caminho caracterizado por dificuldades, perseverança e um senso de propósito que se tornou decisivo para sua escolha.

Ele é provavelmente um dos mais importantes grevistas iraquianos da sua geração. Aymen Hussein, uma raposa de superfície de 30 anos, é pouco conhecida na Europa. Porém, provavelmente será ele quem causará mais problemas para a defesa que Didier Deschamps alinhará para o segundo jogo da Copa do Mundo, contra o Iraque.

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Num vídeo enviado pela FFF nas redes sociais, o treinador dos Blues descreve muito bem um dos pontos fortes do avançado, já goleador frente à Noruega. Ao falar do 4-4-2 dos Leões da Mesopotâmia, Deschamps menciona “dois Gólgotas na frente”, descrição física que descreve perfeitamente o iraquiano.

Mais munição em seu arsenal

Este é precisamente um dos seus pontos fortes: o seu grande tamanho. Aymen Hussein tem 1,89m de altura e sabe usar esse lado forte. É também de cabeça que o avançado empatará aos 38 minutos do jogo frente à Noruega e colocará em dúvida os companheiros de Erling Haaland. Além de ser muito bom no jogo aéreo, sabe ser útil de costas para o gol graças à sua força, senso de duelo e capacidade de segurar a bola. Seu perfil físico pode lembrar o de um atacante central, mas ainda possui uma capacidade real de se projetar para frente.

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Reduzir Hussein ao seu tamanho seria demasiado fácil. Ele não é apenas perigoso nas cruzes, mas também sabe ir fundo, cortar raias no poste mais próximo ou aparecer nas costas dos zagueiros, e essas variações fazem dele um número 9 completo. Com o Iraque, ele já soma 92 internacionalizações, com as quais já marcou 33 vezes, especialmente contra a Bolívia no play-off que permitiu aos Leões se classificarem para a Copa do Mundo.

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Uma criança de guerra com uma jornada repleta de armadilhas

A jornada do jovem de 30 anos não foi a de um invasor programado para ter sucesso desde o início. Nasceu em 1996 em Al-Safra, perto de Kirkuk, e cresceu numa família modesta, entre a agricultura, a pecuária e o futebol de bairro.Sua juventude foi atingida por duas tragédias. Seu pai, um soldado do exército iraquiano, foi morto em 2008 por membros da Al-Qaeda.

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Alguns anos depois, seu irmão mais velho desapareceu, sequestrado pelo grupo terrorista Estado Islâmico quando a região foi atingida pela guerra. Até hoje, Hussein não tem mais notícias do irmão. Ele está, portanto, pensando em abandonar o futebol para ajudar sua família. Sua mãe o impede: ele deve perseguir seu sonho.

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Desde 2025, joga pelo Al-Karma do Iraque, mas por onde passa deixa a mesma impressão: de um goleador duro, muitas vezes presente nos grandes momentos. A sua história pessoal explica em parte esta intensidade. Cada golo parece carregar o peso de uma família, de uma aldeia e de um país que muitas vezes confunde futebol com sobrevivência. CABELOYmen Hussein não é apenas um ponta-de-lança, tornou-se uma figura popular, um jogador cuja carreira conta a história da teimosia do futebol iraquiano que se recusa a desaparecer.

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