Divulgação Antecipada – Tuberculose após terapia preventiva em pessoas vivendo com HIV iniciando terapia antirretroviral – Volume 32, Número 8 – Agosto 2026 – Journal of Emerging Infectious Diseases

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Para o editor: Li com interesse o artigo de Templin et al. investigação de tuberculose (TB) após terapia preventiva de tuberculose (TPT) entre pessoas que vivem com HIV recentemente iniciadas em terapia antirretroviral (TARV) em Moçambique (1). A questão é intrigante, mas diversas opções de design e relatórios complicam a interpretação causal.

Primeiro, a exposição foi definida pela eventual conclusão do TPT (> 170 dias de isoniazida ou> 80 dias de 3HP (regime de 12 doses de isoniazida / rifapentina)), enquanto o acompanhamento começou no início da TARV. Classificar os indivíduos no tempo zero usando informações conhecidas apenas depois de terem sobrevivido o tempo suficiente para completar o tratamento pode introduzir um viés de tempo imortal, a menos que a conclusão seja modelada como variável no tempo.2). O tempo médio mais longo para o diagnóstico de TB entre aqueles que completaram a terapia pode reflectir a estrutura analítica, bem como a biologia. Este enviesamento pode ser limitado se a TB durante a TPT for incomum, mas a sua magnitude não pode ser deduzida a partir das tabelas. Tratar o status do TPT como variável no tempo ou realizar análises exploratórias ou de sensibilidade, excluindo o acompanhamento precoce, testaria a robustez.

Em segundo lugar, os dados do programa de rotina permanecem úteis apesar dos dados faltantes e do tempo imperfeito. Os resultados da carga viral do VIH e do CD4 descrevem o estado clínico, mas o seu momento relativo ao diagnóstico da TB e os dados faltantes do CD4 devem ser considerados com cautela nos modelos de causalidade. Esclarecer as janelas de corte discrepantes da coleta de TARV (3 meses nos métodos versus 30 dias nos resultados) melhoraria a reprodutibilidade (1).

Estas questões não desafiam o benefício estabelecido da TRT administrada com TAR (3). Pelo contrário, implicam incerteza sobre a magnitude e o momento do benefício nesta análise. Como as evidências aleatórias não mostraram nenhum benefício adicional da repetição anual do 3HP na Etiópia, Moçambique e África do Sul (4), as conclusões sobre o segundo curso de TPT em 1 ano devem permanecer cautelosas, aguardando análises menos suscetíveis ao viés de tempo imortal.

Principal

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