Aportes aprovados pelo CMN atenderão produtores e cooperativas com juros de até 7,12% ao ano
O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira (23) uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para investimentos em inovação tecnológica no agronegócio. Essa medida permite aos produtores rurais e às cooperativas acesso imediato a recursos para aquisição de tecnologias avançadas no Brasil, com operações realizadas por instituições financeiras reconhecidas pela FINEP (financiadora de estudos e projetos).
O Conselho Monetário Nacional aprovou linha de crédito de R$ 10 bilhões para inovação tecnológica no agronegócio. Produtores rurais e cooperativas poderão solicitar até R$ 30 milhões cada, com prazo de pagamento de cinco anos e juros de até 7,12% ao ano. Os recursos do FNDCT serão administrados por instituições financeiras reconhecidas pela Finep e destinados a tecnologias como agricultura de precisão e digitalização da produção.
A nova linha foi regulamentada pela Resolução nº 5.331, que tornou efetiva a operação criada pela Medida Provisória nº 1.374, publicada no final de junho. Os acordos de financiamento podem agora ser celebrados por decisão do Conselho.
Podem solicitar empréstimos produtores rurais pessoas físicas, pessoas jurídicas, produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária. O limite é de R$ 30 milhões por beneficiário.
Segundo o governo federal, a iniciativa busca ampliar o uso da tecnologia nacional no campo, aumentar a produtividade e reduzir custos de produção. Os investimentos planeados incluem agricultura de precisão, máquinas e ferramentas automatizadas, conectividade rural, digitalização da produção, sistemas para uma utilização mais eficiente de fertilizantes, pesticidas e água, bem como ferramentas de rastreabilidade.
Os ativos não sairão diretamente do governo. Os financiamentos serão administrados por bancos públicos, bancos de desenvolvimento e outras instituições financeiras públicas reconhecidas pela FINEP, responsável por promover a inovação no país.
O prazo de reembolso será de até cinco anos, sem carência. A taxa de juros será baseada na TR (Taxa Referencial), acrescida de 3% ao ano da remuneração da Finep e de até 4% ao ano da instituição financeira responsável pela operação. Na prática, a cobrança pode chegar a 7,12% ao ano dependendo do banco escolhido.
R$ 10 bilhões virão do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), principal instrumento federal de financiamento de ciência, tecnologia e inovação. Segundo o governo, os recursos virão do superávit fiscal do fundo, sem impacto no orçamento da União.








