A intensidade do fogo diminuiu na região do Forte Coimbra, mas atingiu área de conservação da Bolívia
Segundo estudo do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), os incêndios florestais na região fronteiriça entre Coramba e Bolívia já consumiram cerca de 3,7 mil hectares de terras do lado boliviano. Apesar do tamanho da área afetada, o fogo perdeu força nesta segunda-feira (20). Os danos mais graves foram registados na Bolívia, onde foi montada uma força-tarefa para proteger a infra-estrutura estratégica de Puerto Bush.
Segundo o Instituto Homem Pantaneiro, o incêndio florestal entre Corumbá e a fronteira com a Bolívia consumiu cerca de 3,7 mil hectares de terras do lado boliviano. Nesta segunda-feira o incêndio perdeu força e está controlado. O fogo atingiu a Área de Manejo Integrado de Otukuis, em Santa Cruz. No Brasil, os bombeiros de Coromba estão monitorando a área. Entre 20 de junho e 20 de julho foram registrados 19 incêndios ativos no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
O incêndio deflagrou na semana passada na zona do Forte Coimbra, em Coramba. Segundo o IHP, a frente de fogo está controlada e, no Pantanal mato-grossense, não há registros de grandes focos neste momento.
Do lado brasileiro, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Coramba ficaram de prontidão para evitar a propagação do fogo. Na Bolívia, o fogo atingiu a Área de Manejo Integrado de Otukuis, unidade de conservação localizada na província alemã de Bush, no departamento de Santa Cruz.
Imagens registradas na última sexta-feira mostram o incêndio começando em direção à Bolívia. Na gravação, os ventos fortes favoreceram a rápida propagação do fogo pela vegetação.
Ontem, apesar das autoridades bolivianas terem anunciado que o incêndio estava controlado, o painel de bombeiros, plataforma Sensipum (centro de gestão e operação de sistemas de proteção da Amazónia), ainda identificou quatro incêndios ativos.
Observações de satélite indicam aumento na detecção de calor na região do Pantanal do MS nas últimas semanas. Entre 20 de junho e 20 de julho foram registados 19 incêndios ativos, três em junho e 16 em julho.
Os registros correspondem a detecções feitas por satélites e não representam necessariamente diferentes números de incêndios, pois o mesmo foco pode ser identificado diversas vezes durante o período de observação.
Receba as principais notícias do estado via WhatsApp. Clique aqui para acessar canal Notícias de Campo Grande E siga-nos mídia social.








