O bioma perdeu 3.142 km² de vegetação entre janeiro e junho de 2026, 6% a menos que no ano passado.
Entre janeiro e junho de 2026, 3.142 km² de Cerrado estão registrados sob alerta de desmatamento. O número representa uma queda de 6% em relação ao mesmo período de 2025 e o menor para o primeiro semestre do ano desde 2021.
No primeiro semestre de 2026, foram registrados 3.142 km² de vegetação no Cerrado sob alerta de desmatamento, número 6% menor que no mesmo período de 2025, segundo Dieter, do sistema Inpay. Os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí respondem por cerca de 65% da área alertada. Especialistas alertam que as pressões continuam a aumentar durante a estação seca, o que impedirá que se confirme se a descida se manterá até ao final do ano.
Os dados são do DETER, sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) usado para detectar alterações na cobertura vegetal e orientar ações de fiscalização. Os alertas não correspondem às taxas oficiais de desmatamento, que são então calculadas através de outro sistema, o PRODES.
Só em junho, 482 km² do Cerrado estavam sob alerta de desmatamento. O resultado representa uma queda de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.
Uma tendência de queda também é observada quando se considera o período mais amplo, de agosto de 2025 a junho de 2026. Nesse intervalo, os alertas atingiram 4.686 km², o que é 8% menor que o recorde do período anterior.
Apesar do declínio, o vandalismo continua concentrado principalmente em três estados. O Maranhão liderou o ranking com 839 km² em alerta de desmatamento este ano. Em seguida vem o Tocantins com 825 km² e o Piauí com 368 km².
Somados, são 2.032 km² para os três estados, o que equivale a cerca de 65% de toda a área de Cerrado sob alerta de desmatamento no primeiro semestre.
A queda nas taxas ocorre durante um período do ano que inclui meses de fortes chuvas em partes do bioma, condição que pode dificultar tanto a derrubada da vegetação quanto a detecção de áreas desmatadas por satélite. Historicamente, a pressão sobre o Cerrado aumentou durante a estação seca.
Portanto, os números do primeiro semestre mostram uma diminuição dos alertas, mas ainda não permitem concluir que a diminuição continuará até ao final de 2026. O desempenho nos próximos meses será decisivo para indicar se esta descida representa uma tendência de longo prazo.









