Milei ofereceu a Casa Rosada à seleção argentina para uma possível comemoração: “Vou esvaziá-la naquele dia para que não haja interferência política”

Em meio à euforia classificação da seleção argentina para as quartas de final em WC 2026, o presidente Javier Miley Ele fez um gesto incomum. Esta quarta-feira, em diálogo com Rádio O Observadorconfirmou ao presidente que ele colocou isso Casa Rosa à disposição da equipe de Lionel Scaloni para uma possível comemoração, mas com uma condição estrita: ele não fará parte do quadro.

Argentina enfrenta a Suíça nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026: dia, horário e TV

“Naquele dia eu esvazio”: o plano de Milei para enfrentar a seleção argentina

A proposta do chefe de Estado procura blindar qualquer tipo de leitura política do sucesso desportivo. “Coloquei a Casa Rosada à disposição e quando os jogadores saem, para não ter interferência política, eu esvazio naquele dia”.disse Milei durante a entrevista com Luis Majul e Luis Gasulla.

O presidente foi contundente ao separar a gestão do mérito desportivo dos jogadores de futebol. “Não tenho nada a fazer nesse quadro. Quem ganha os jogos dentro de campo são eles. O lucro é deles, o desempenho é deles e a festa é deles e de todos os argentinos.”ele julgou.

A seleção argentina na Copa do Mundo de 2026

O gesto de Milei não se limitará à ausência protocolar. Com o objetivo de garantir um ambiente puramente esportivo e descontraído para a equipe, o presidente previu que até mesmo sua comitiva mais próxima se afastará dos cargos governamentais.

“Eu ficaria em Olivos. Até me daria ao trabalho de convencer minha irmã a não trabalhar.” ele brincou, referindo-se a Karina Milei, secretária-geral da Presidência. Para o presidente, a lógica é clara: “Não sou digno de estar nessa foto porque não tenho nada a ver com isso”.

Javier Milei, o presidente da nação

Javier Milei elogiou Erling Haaland após eliminar o Brasil da Copa do Mundo de 2026

Um pano de fundo importante

A oferta de Milei surge num contexto onde a ligação entre o poder político e os campeões mundiais sempre foi uma preocupação. TDepois de conquistar o título no Catar 2022, a equipe comandada por Lionel Scaloni optou por recusar convite semelhante para comemorar na varanda da Casa Rosada.

Embora nunca tenha havido comunicação oficial sobre os motivos, foi amplamente interpretado que a decisão dos jogadores buscava evitar que o desempenho esportivo fosse capitalizado politicamente pela administração do Alberto Fernández. Com esta nova posição, o atual governo procura antecipar qualquer cenário de tensão, colocando o edifício governamental à disposição dos jogadores, mas garantindo que se for aceite será um partido sem bandeira partidária.

PA



Link da fonte