Gianni Infantino em guerra com 50 parlamentares europeus: o presidente da FIFA deve ser responsabilizado pelo prêmio da paz oferecido a Donald Trump

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Cerca de cinquenta representantes europeus enviaram uma carta ao presidente e ao comité de ética da FIFA na segunda-feira, 29 de junho, solicitando a abertura de uma investigação sobre Gianni Infantino e o prémio da paz oferecido ao seu amigo, o presidente dos EUA, Donald Trump.

A notícia causou comoção. Não tendo conquistado o Prémio Nobel da Paz, no dia 5 de dezembro de 2025 o Presidente dos Estados Unidos recebeu o Prémio FIFA da Paz durante o sorteio do Campeonato do Mundo em Washington. Este prémio, entregue pelo seu amigo e presidente do órgão regulador do futebol mundial, Gianni Infantino, está mais uma vez no centro dos debates.

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Enquanto a fase eliminatória está em pleno andamento, cerca de cinquenta eurodeputados pedem à FIFA que abra uma investigação sobre este famoso “Prémio FIFA da Paz”. Autoridades eleitas de esquerda escreveram à FIFA e ao seu comité de ética para solicitar uma investigação “urgente e transparente” sobre as condições de atribuição deste prémio, que já causou turbulência no mundo do futebol.

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Um prêmio muito político em um órgão que pretende ser neutro

Donald Trump recebeu este prémio pela sua ação “em favor da paz e da unidade”. Mas a cena imediatamente atraiu críticas. Para os seus críticos, o gesto de Infantino parecia menos um elogio desportivo do que uma posição política para o seu amigo.

A questão é ainda mais delicada porque a FIFA tem reivindicado estrita neutralidade política há vários anos. No entanto, várias vozes acreditam que este prémio, atribuído a um chefe de Estado em atividade e também criticado pelo presidente do órgão, coloca um problema de imagem, governação e transparência.

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Noruega já sob ataque

Este pedido dos eurodeputados vem juntar-se a uma queixa apresentada pela ONG britânica FairSquare ao comité de ética da FIFA. A Federação Norueguesa de Futebol apoiou oficialmente esta abordagem e também condenou uma possível violação das regras de neutralidade política.

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A crítica também se aplica à forma como o preço deveria ter sido determinado. Segundo o Le Monde, o Conselho da FIFA não foi totalmente consultado e muito poucas pessoas na organização foram informadas com antecedência.

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