“Grandes empresas poluentes como a Total têm obrigações climáticas ao abrigo da lei francesa”

Genie Godula tem o prazer de dar as boas-vindas a Justine Ripoll, Gerente de Campanha da ONG francesa Notre Affaire à Tous, uma das quatro ONGs que entram com uma ação climática contra a Total Energy. Ela vê os litígios climáticos não como um confronto simbólico com a indústria dos combustíveis fósseis, mas como um mecanismo de governação em evolução que visa clarificar e fazer cumprir a responsabilidade corporativa ao abrigo da legislação climática. Ripoll muda a conversa da necessidade tecnológica para prioridades políticas e morais, argumentando que o orçamento de carbono restante deve ser alocado com base nas necessidades sociais colectivas e não nos interesses comerciais. Ela afirmou que as empresas multinacionais de energia já não podem ver as alterações climáticas apenas como um problema governamental. Em vez disso, argumentou ela, as empresas cujas actividades contribuem significativamente para as emissões de gases com efeito de estufa têm obrigações legais independentes que os tribunais estão cada vez mais dispostos a reconhecer.

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