No futebol argentino costuma-se dizer que “os argentinos nascem onde querem”, e a história do Stephen “Kiki” Ramos é a prova viva desta premissa. Nascida em Porto Príncipe, Haiti, Kiki chegou à Argentina muito jovem, após ser adotada por uma família local, e rapidamente se integrou à cultura e ao sentimento albiceleste.
A sua formação na “La Fábrica” de Vélez Sarsfield não passou despercebida. Desde os seis anos, quando um vizinho percebeu seu talento inato nos clubes vizinhos e o levou para fazer um teste no clube Liniers, Ramos tem apresentado constante desenvolvimento. Hoje, sua identidade está tão arraigada que, diante do interesse da seleção haitiana em contratá-lo, o jovem extremo não hesitou: seu desejo era vestir a camisa argentina, a mesma que hoje defende com orgulho no campus de Ezeiza.
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Um perfil ofensivo que entusiasma Diego Placente
Kiki Ramos se destaca como ponta-esquerda com potência física e velocidade que lembram, segundo especialistas, o estilo de jogo de Vinícius Júnior. Sua capacidade de gol é um de seus trunfos mais valiosos nesta temporada, onde já marcou 12 gols, com destaque para atuações memoráveis, como o goal poker contra o Atlético de Rafaela e a recente vitória sobre o Boca Juniors.
Essas credenciais foram suficientes para convencer a comissão técnica da seleção argentina sub-17. Diego Placentãoliderando um processo ambicioso antes do campeonato mundial de novembro no Catar, incluiu-o nas últimas obras de microbikes. Embora o elenco final de 26 jogadores continue disputado, o nível de Ramos o posiciona como uma peça-chave no esquema ofensivo, e é até observado de perto como um projeto futuro para o tecido mais amplo do futebol argentino.
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O caminho para a Copa do Mundo no Catar
O horizonte a Seleção argentina sub-17 É claro e exigente. A seleção já conhece seus rivais para a Copa do Mundo, que começa no dia 19 de novembro: Estreiam-se frente à Austrália, no Grupo C, e depois enfrentam Moçambique e Dinamarca.
A comissão técnica do Placente trabalha contra o relógio para definir o elenco final, aliando o acompanhamento dos talentos locais à busca pelo equilíbrio tático. Para Kiki Ramos, esta convocação representa o primeiro grande passo em uma carreira que promete fortes emoções e marca um marco ao ser o primeiro haitiano a defender as cores da Argentina em um processo seletivo juvenil.
PA









