O árbitro canadense do segundo jogo da seleção francesa na Copa do Mundo, nesta segunda-feira, 22 de junho, contra o Iraque, deixou péssimas lembranças aos cidadãos de Honduras. A razão? Uma partida em 2023 contra o México, um dos países-sede da Copa do Mundo, e uma decisão polêmica que levantou sérias suspeitas contra ele.
Em Honduras, ninguém se esqueceu de Drew Fischer. Nomeado pela Fifa para apitar a partida da Copa do Mundo entre França e Iraque, nesta segunda-feira, 22 de junho, na Filadélfia, o árbitro canadense continua no centro daquilo que é considerado uma grande injustiça pelos hondurenhos: “Bartonazo”.
México é benéfico?
Vamos retroceder. Em 2023, Honduras enfrentará o México nas quartas de final da segunda mão da Liga das Nações da Concacaf (zona sul-americana), no Estádio Azteca, no México, um dos estádios utilizados para a Copa do Mundo de 2026. Na primeira mão, Honduras venceu por 2 a 0 e, portanto, está a caminho da classificação.
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Após abrir o placar aos 43 minutos, o México ainda precisava de um gol para recuperar o atraso, mas não conseguiu. Após os 90 minutos de jogo normal, o árbitro central, o salvadorenho Ivan Barton, anunciou 10 minutos de prorrogação. O México empatará nesse 90+11. minuto e se classificou nos pênaltis, provocando a imensa raiva do salvadorenho contra Ivan Barton… e Drew Fischer.
O papel de Fischer revelado no rádio
Poucos dias depois, à medida que o escândalo crescia em Honduras, Ivan Barton deu uma entrevista à rádio salvadorenha onde revelou o ocorrido. Segundo ele, foi Drew Fischer, que atuou como árbitro do VAR durante a partida, quem lhe indicou um tempo adicional de 9 minutos e 40 a ser anunciado, quando inicialmente havia calculado nove minutos.
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“O árbitro que estava no VAR, um canadense, me ligou e disse: ‘Tem que somar 9 minutos e 40 segundos.’ Aos 10 minutos dos descontos, o México empatou. Aí as pessoas disseram que foi aos 14, 15, 16 minutos… Entendemos a paixão, mas não tem nada a ver com a razão.”
A partir daí, Drew Fischer passou a ser apontado como uma das figuras centrais do caso aos olhos dos hondurenhos. O caso “Bartonazo” ressurge assim que é mencionado o nome do canadense que se prepara para julgar os Blues.
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Nunca foi provado que Ivan Barton e Drew Fischer tenham favorecido deliberadamente o México, durante um jogo em que foram registradas muitas paralisações. Aos 45 anos, Drew Fischer arbitra sua primeira Copa do Mundo em campo. Em 2022, no Catar, o canadense, que arbitra principalmente na Major League Soccer, campeonato norte-americano, esteve presente como árbitro do VAR.









