Os Leões de Teranga se preparam para desafiar os Blues pela entrada no Grupo I da Copa do Mundo de 2026. Nas fileiras senegalesas, um nome vai atrair todas as atenções: Sadio Mané. Ganhou tudo no clube, deu ao Senegal o primeiro CAN e transformou a sua cidade natal. Mas contra a França, Sadio Mané não fará apenas um jogo: carregará uma história, um povo e uma vingança.
Aos 34 anos, o camisa 10 senegalês já não tem tudo a provar e a carreira fala por ele. Dos campos de Bambali, sua cidade natal, às noites europeias do Liverpool, Mané percorreu o futebol ao passar pelas defesas: rápido, com força, sem esquecer de onde vem.
Antes de se tornar um ícone global, ele era um garoto do sul do Senegal que sonhava em jogar futebol longe dos holofotes. O caminho foi longo, às vezes brutal, mas ele construiu um jogador à parte: um atacante capaz de virar uma partida de cabeça para baixo e um homem capaz de carregar as esperanças de um país.
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“Vi nele as qualidades de um jogador de alto nível”
“Sadio deve ter forçado o destino”, resume Talla Fall, diretor do Génération Foot, centro de treinamento em Dakar, num documentário transmitido pela YouTube. Mas desde muito cedo alguns o viam como mais do que apenas um sonhador. Jules Boucher, um de seus ex-técnicos, lembra-se de outro jogador.
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“Ele tinha algo que os outros não tinham, facilidade de jogo, velocidade, vivacidade, potência, audácia. Vi nele qualidades de um jogador de alto nível”, explica. Malang Mané, outro antigo treinador, diz que lhe fez exigências duras: “Fui muito mau com ele nos treinos”. Uma dureza projetada para moldar tanto um caráter quanto um talento.
2 minutos e 56 segundos para impressionar a Europa
O que se segue provará que aqueles que acreditaram nele estavam certos. Com passagem por Metz, Salzburgo e depois Southampton, Mané explodiu aos olhos da Europa na Inglaterra. Com o Saints, ele ainda fez história na Premier League ao marcar três gols em apenas dois minutos e 56 segundos contra o Aston Villa, o mais rápido da história do campeonato. Lyn, como o seu jogo: direto, poderoso, imprevisível.
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Em Liverpool, isso muda novamente. Sob as ordens de Jürgen Klopp, ao lado de Mohamed Salah e Roberto Firmino, forma um trio de ataque temido em todo o continente. Liga dos Campeões, Premier League, Mundial de Clubes: Mané vence tudo ou quase. A Bola de Ouro continua sendo um troféu que falta na lista de conquistas. Mas o seu título mais forte continua a ser, sem dúvida, aquele conquistado com o Senegal. Em 2022, durante a final do CAN contra o Egipto, marcou o remate decisivo à baliza e ofereceu aos Leões a sua primeira Taça Africana das Nações.
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Sadio Mané, um líder corajoso, como um verdadeiro leão
Desde então, Mané se tornou mais que um atacante. Ele é um símbolo nacional, o rosto de um Senegal ambicioso, capaz de olhar nos olhos as maiores nações. Para enfrentar a França, campeã mundial em 2018 e finalista em 2022, o desafio será enorme. Mas este encontro também parece uma vingança íntima para um jogador que foi privado da Copa do Mundo de 2022 devido a uma lesão.
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Ele pode não correr mais como fazia em seus primeiros anos na Inglaterra, mas mantém essa noção do momento, essa capacidade de aparecer quando um jogo está em busca de seu herói, como quando ele se lembra de todos os seus companheiros voltando ao vestiário depois que um pênalti foi apitado contra eles durante a final do CAN 2025 contra o Marrocos. Líder de coração, ele coloca seus companheiros de volta no caminho certo para a vitória. Na terça-feira, contra a França, se os Leões quiserem rugir desde o início, sabem a quem recorrer.









