A guerra no Médio Oriente fechou o Estreito de Ormuz, fazendo com que os stocks de petróleo na maior economia do mundo caíssem para os níveis mais baixos desde pelo menos 2003. De acordo com a última “Visão Geral da Previsão” do mercado global de petróleo divulgada na terça-feira pela Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA).
Os maiores consumidores de petróleo do mundo – China, Estados Unidos e Índia – estão a reduzir os stocks de petróleo a um ritmo recorde para ajudar a compensar uma perda de mais de 11 milhões de barris por dia na produção do Médio Oriente em Maio, em comparação com os níveis pré-conflito, informou a agência de estatísticas e análises energéticas do governo dos EUA.
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A redução da oferta de combustível também levou a um aumento nos preços dos produtos petrolíferos, segundo o relatório.
Em comparação com os preços anteriores ao conflito, espera-se que os preços grossistas do diesel e do combustível de aviação “aumentem mais de 60% em 2026 e 40% em 2027”, e os preços grossistas da gasolina deverão “aumentar 50% em 2026 e quase 40% em 2027”.
O relatório assume que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz “permanecerá efetivamente fechado no curto prazo”, mas que os embarques de petróleo serão retomados no terceiro trimestre de 2026.
A EIA prevê que mesmo que o estreito seja reaberto, poderá levar vários meses até que a produção regresse aos níveis anteriores ao conflito, o que só aconteceria no início de 2027.
–Com documentos da Reuters
Impasse na guerra no Irã leva preços do petróleo ao maior nível em quatro anos
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