Com as costas contra a parede depois da derrota em Gan (35-23) no passado fim-de-semana, o Astaracais deve reconquistar doze pontos na segunda mão em Miélan, este domingo, 24 de maio, às 15h00, para prolongar o sonho das fases finais.
Há equipes que abaixam a cabeça quando o placar lembra a dimensão da tarefa. E ainda há este EAB XV, capaz de transformar a piscina de Miélan num caldeirão e abalar certezas. Depois de já ter derrubado Nogaro nos 16 avos-de-final, Gersois enfrenta agora um desafio ainda mais colossal: apagar a desvantagem de doze pontos frente ao Gan após a derrota do último domingo (35-23).
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A rodada anterior alimenta necessariamente todas as esperanças. Perdendo por cinco pontos após o jogo de ida, os homens de Pierre Didelot deram a volta por cima em Miélan em um ambiente acirrado para vencer por 35 a 28. Desta vez a diferença é maior, mas ninguém parece desistir das armas nas fileiras da EAB.
O treinador Pierre Didelot não esconde a sua raiva nem as suas expectativas após o desempenho na primeira mão. “Tivemos uma evidente falta de disciplina e uma defesa muito dura. Espero uma reviravolta no domingo”, avisa. Para o técnico do Gers, a equação é simples: “80 minutos é o jogo do ano, até da vida deles. Temos que jogar um jogo inteiro e estar a 200%”.
“Cabe a eles falar da rebelião”
Em suas mentes, a frustração da viagem a Gan permanece crua, mas também alimenta um imenso desejo de vingança. “Eles levaram um bom soco na cara e agora cabe a eles dizer a rebelião”, continua Pierre Didelot, convencido de que sua equipe tem as armas para reverter a tendência. “Se conseguirmos juntar os ingredientes, podemos mudar as coisas. É um pouco o mesmo cenário que contra o Nogaro, exceto que não são mais cinco pontos, mas doze para voltar atrás.”
O discurso é continuado pelo capitão Mathias Peotta, que se recusa a ver esta lacuna como inevitável. “Faltam apenas doze pontos e pode ir muito rapidamente num sentido ou no outro. Estamos motivados”, garante o dirigente da EAB XV. As memórias da jornada anterior reforçam esta convicção: “Mas para o Nogaro, vimos que conseguimos somar 18 pontos em vinte minutos”.
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Mais liberado que na primeira etapa, Gersois pretende também contar com o clima de Miélan e com um público esperado em grande número. “Queríamos jogar a final e trazer as pessoas de volta ao estádio. Agora que estamos lá, queremos ir o mais longe possível”, insiste Mathias Peotta.
No domingo, o EAB XV terá, portanto, apenas uma opção: atacar, impor o ritmo e jogar com a faca entre os dentes. Na bacia do Miélan, já crescem as esperanças de uma nova exploração.









