Publicado em 1º de maio de 2026
Trabalhadores elétricos e petrolíferos cubanos marcharam em Havana para comemorar Dia Internacional dos Trabalhadoresou Primeiro de Maio, como o governo se compromete a fique firme contra a crescente pressão dos EUA, que está a pressionar ainda mais a economia.
Ex-líder de 94 anos Raul Castro e o presidente Miguel Díaz-Canel participaram das comemorações na capital na sexta-feira, enquanto o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas sanções.
Um comunicado da Casa Branca disse que as sanções teriam como alvo os envolvidos nos serviços de segurança, juntamente com “apoiadores materiais do governo cubano”. O comunicado acrescentava, sem provas, que a ilha caribenha serve como “refúgio seguro para grupos terroristas transnacionais”, como o grupo armado libanês Hezbollah.
O bloqueio energético dos EUA já atingiu a economia em dificuldades do país e contribuiu para uma crise generalizada apagões de energia.
“Estamos vivendo tempos difíceis”, disse Yunier Merino Reyes, contador do Sindicato Elétrico que se juntou à marcha de sexta-feira para homenagear seus colegas. “Estamos realizando um esforço muito árduo, árduo e incansável – dia e noite – para fornecer eletricidade às pessoas que dela necessitam”, disse ele à Associated Press.
A administração Trump ameaçou frequentemente Cuba com ataques militares, além de maior pressão económica.
“Hoje Cuba demonstrou mais uma vez que este povo não desiste e que defenderemos a nossa pátria com unhas e dentes, embora queiramos a paz”, disse à Reuters Milagros Morales, um residente de Havana de 34 anos que participou na marcha.

