O caso de elegibilidade de Alabama jogador de basquete Carlos de Bédia sofreu uma reviravolta, com o comissário da SEC, Greg Sankey, apresentando uma declaração argumentando enfaticamente que o não cumprimento das regras de elegibilidade da NCAA “alimenta a interrupção” no cenário esportivo universitário.

Em um processo judicial na quinta-feira, um dia antes da audiência de liminar de Bediako, Sankey tomou uma posição clara contra os tribunais concederem a elegibilidade de um atleta em uma das principais marcas de sua liga.

Ele afirmou claramente que as regras de elegibilidade da NCAA são “essenciais para a integridade dos esportes universitários” e que os tribunais as mantêm neste caso, sem mencionar o nome de Alabama ou Bediako.

“A aplicação inconsistente das regras de elegibilidade da NCAA contestadas neste caso – por meio de decisões judiciais ou de outra forma – alimenta a interrupção dos esportes universitários”, disse Sankey no processo.

O pedido ocorre no momento em que dois outros atletas da SEC – o quarterback do Tennessee Joey Aguilar e Ole Miss quarterback Trindade Chambliss – estão em casos de elegibilidade programados para serem ouvidos no tribunal este mês.

O caso de Bediako surge depois que uma ordem de restrição temporária no tribunal estadual permitiu que ele jogasse quatro partidas pelo Crimson Tide nesta temporada. (Ele tem média de 9,5 pontos e 5,0 rebotes.) A decisão veio depois que a NCAA declarou explicitamente Bediako inelegível e chamou as ações do Alabama para apoiar seu caso de “tentativas de contornar as regras da NCAA”.

A NCAA tem deixado claro de forma consistente nesses casos de elegibilidade que vão a tribunal que eles precisam da ajuda do Congresso para “capacitar os esportes universitários para fazer cumprir nossas regras”.

No depoimento, Sankey explica por que esses casos de elegibilidade são importantes no cenário.

“Permitir que ex-atletas profissionais retornem às competições cria uma desvantagem competitiva e uma injustiça fundamental para os atuais estudantes-atletas que não seguiram uma carreira esportiva profissional”.

O caso de Bediako é intrigante, pois ele deixou a escola há dois anos para se profissionalizar. Ele assinou um contrato bidirecional com um time da NBA, mas não apareceu em nenhum jogo da NBA.

Seu retorno ao Alabama foi fortemente coberto, já que o atletismo universitário enfrenta uma enxurrada de questões de elegibilidade. Em um jogo na Flórida no fim de semana, Bediako foi repreendido como um “desistente da G League” pelos gritos dos torcedores adversários.

Os advogados de Bediako – e os administradores do Alabama – argumentaram que o caso de Bediako não é diferente dos profissionais estrangeiros e dos jogadores da G League que receberam elegibilidade da NCAA.

A NCAA deixou claro que vê uma distinção com Bediako, já que ele assinou um acordo bidirecional. Darren Heitner, um dos advogados de Bediako, argumentou nas redes sociais na quinta-feira que a NCAA praticou “aplicação seletiva” das regras de elegibilidade.

“A ênfase de Greg Sankey na necessidade de aplicação consistente das regras de elegibilidade para evitar interrupções nos esportes universitários é contrariada pelas práticas recentes da própria NCAA”, disse Heitner.

A declaração de Sankey repercutiu na indústria do esporte universitário, já que ele é considerado uma das pessoas mais poderosas do esporte universitário e o Alabama é uma das marcas mais dominantes do espaço.

Sankey resumiu seu caso observando que as regras de elegibilidade apoiam a missão educacional do atletismo universitário e oferecem oportunidades para futuros estudantes atletas.

A audiência de liminar de Bediako será na manhã de sexta-feira no Tribunal do Condado de Tuscaloosa.

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