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Vini Jr fez história no Santiago Bernabeu, marcando nos dois jogos contra o Benfica de José Mourinho – o que selou a saída do time português da UCL.

Vinicius Jr marcou o gol decisivo do Real Madrid contra o Benfica na segunda mão do play-off (Getty Images)
Se alguém duvida que o futebol pode ser poético, indique o Santiago Bernabéu.
Com o Benfica a precisar de um milagre e José Mourinho à procura de respostas, foi justo que Vinicius Junior desferisse o golpe decisivo para o Real Madrid CF.
E o melhor de tudo isso? O seu golo não selou apenas a eliminação do Benfica da UEFA Champions League; fez história.
De acordo com OptaJoeVinicius se tornou o primeiro jogador na história da Liga dos Campeões a marcar nas duas mãos de uma eliminatória contra o time de José Mourinho.
1 – Ontem à noite, Vinícius Júnior tornou-se no primeiro jogador na história da UEFA Champions League a marcar nas duas mãos de uma eliminatória frente a uma equipa de José Mourinho. Declaração. pic.twitter.com/kHy0WxZIv4-OptaJoe (@OptaJoe) 26 de fevereiro de 2026
Por que parecia vingança
A história de fundo colocou lenha na fogueira.
Na primeira mão, Vinicius acusou Gianluca Prestianni, do Benfica, de lhe dirigir uma calúnia racista – uma alegação que o argentino negou veementemente. Câmeras de televisão flagraram a dupla trocando palavras acaloradas, com Prestianni cobrindo a boca durante o confronto.
O Benfica apoiou publicamente o seu médio, classificando as alegações como uma “campanha difamatória”. A partida foi brevemente interrompida sob o protocolo anti-racismo à medida que as tensões aumentavam.
Prestianni foi proibido de jogar a segunda mão. Mourinho optou por não participar da imprensa pré-jogo e pós-jogo, além de ser banido dos bastidores. A tensão era palpável no Bernabéu.
Por isso, quando Vinicius marcou em Madrid, pareceu pessoal e simbólico. Nem barulhento nem teatral – apenas decisivo.
A ausência de Mourinho – e uma sequência difícil
Mourinho, expulso na primeira mão, assistiu de longe. Ele faltou às funções de mídia, substituindo o assistente João Tralhão.
A derrota aprofunda uma tendência europeia preocupante para o treinador português: marca a décima derrota consecutiva num jogo a eliminar da Liga dos Campeões, com a última vitória deste tipo a remontar a 2014, durante a sua segunda passagem pelo Chelsea.
Para um treinador que já foi definido pela maestria de nocautes, os números machucam.
Para Vini Jr, porém, a noite pertenceu inteiramente a ele – já que a poesia ganhou vida no Bernabéu na noite passada.
26 de fevereiro de 2026, 19h41 IST
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