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O espaço não está mais fora de alcance. Um novo estudo internacional alerta que o parto fora da Terra poderá em breve tornar-se um verdadeiro desafio – levantando questões urgentes sobre o parto no espaço

À medida que as viagens espaciais privadas crescem, espera-se que aumentem as preocupações com gravidezes não planeadas e exposição à radiação. (IA gerada)
O espaço já não está limitado a missões de exploração e experiências científicas; está gradualmente se transformando em um local de trabalho regular. Com a expansão das viagens espaciais comerciais e a duração das missões, questões antes consideradas teóricas estão agora a tornar-se preocupações práticas.
Os avanços nas tecnologias de reprodução assistida (TRA), como a fertilização in vitro automatizada e a criopreservação, tornaram a reprodução fora da Terra um tema que não pode mais ser ignorado. Um novo estudo internacional alerta que a saúde reprodutiva no espaço poderá em breve apresentar desafios reais.
As mulheres podem dar à luz no espaço?
De acordo com Giles Palmer, embriologista clínico da International IVF Initiative Inc., dois marcos importantes, o pouso na Lua em 1969 e o progresso revolucionário na fertilização in vitro, estão agora inesperadamente conectados.
Apesar deste progresso, não existem atualmente normas industriais para gerir os riscos reprodutivos no espaço, incluindo danos à fertilidade relacionados com a radiação ou gravidezes não planeadas durante missões.
O relatório, publicado em Biomedicina Reprodutiva Onlinefoi elaborado por nove especialistas especializados em saúde reprodutiva, medicina aeroespacial e bioética. O objectivo não é promover o parto no espaço, mas sim destacar lacunas políticas e científicas antes que ocorram danos irreversíveis.
Por que o espaço é desfavorável para a reprodução
Vários fatores tornam o espaço um ambiente hostil para a reprodução humana:
- Microgravidade
- Radiação cósmica
- Perturbação dos relógios biológicos
Estudos em animais mostram que mesmo a exposição à radiação a curto prazo pode perturbar os ciclos menstruais e aumentar o risco de cancro.
No entanto, existem dados limitados sobre os efeitos das missões espaciais de longa duração nos seres humanos, especialmente na fertilidade masculina. O estudo chama isso de “séria lacuna no conhecimento”.
O que mostram os dados anteriores de astronautas
As astronautas da era do ônibus espacial tinham taxas de gravidez semelhantes às das mulheres na Terra. No entanto, estadias mais longas a bordo da Estação Espacial Internacional e missões planeadas a Marte exigem novos métodos de teste e estratégias preventivas.
As tecnologias de reprodução assistida podem funcionar no espaço?
Os sistemas ART modernos são cada vez mais portáteis, automatizados e adaptáveis às condições espaciais. Tecnologias como:
- Congelamento de gametas (preservação de óvulos ou espermatozoides)
- Cultura de embriões (cultivo de embriões em ambientes controlados)
- Triagem genética (detecção de doenças ou anormalidades hereditárias)
pode operar dentro dos limites estritos das missões espaciais. Giles Palmer observa que estas tecnologias já têm sucesso em “condições extremamente difíceis”, comparáveis aos desafios da parentalidade tardia na Terra.
Regras atuais de voos espaciais sobre gravidez
Atualmente, a gravidez desqualifica os indivíduos para viagens espaciais. Métodos hormonais são comumente usados para suprimir a menstruação durante as missões.
No entanto, à medida que crescem as viagens espaciais privadas, espera-se que aumentem as preocupações com gravidezes não planeadas e exposição à radiação.
Desafios éticos e políticos futuros
O estudo identifica as principais questões não resolvidas, incluindo:
- Compartilhamento de informações entre agências
- Preocupações éticas em torno do rastreio genético
- Responsabilidade pela infertilidade causada por missões espaciais
Apesar do aumento da investigação, continuam ausentes directrizes globais claras.
Apelo à Governança Proativa
Os pesquisadores alertam que a fertilização in vitro em órbita “não é imaginária, mas possível” à medida que a tecnologia continua a avançar. O atraso na elaboração de políticas corre o risco de criar uma “governação negada”, onde novas práticas emergem sem regulamentação.
O redator sênior da NASA, Dr. Fathi Karouia, enfatiza: “A saúde reprodutiva não pode permanecer um canto escuro vinculado à política”.
Por que a cooperação internacional é crucial
O estudo apela à colaboração global para colmatar lacunas de conhecimento e proteger todos, desde astronautas treinados a turistas espaciais. À medida que a humanidade avança para estadias mais longas fora da Terra, salvaguardar a saúde reprodutiva é essencial.
O relatório conclui que a exploração espacial não deve comprometer o futuro da espécie humana. A realização responsável do potencial do espaço requer estratégias baseadas em evidências científicas sólidas e uma governação com visão de futuro.
09 de fevereiro de 2026, 15h16 IST
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