Mesmo com o torneio encerrado, muitos garantem que a missão de preencher todas as lacunas continuará.
Com a aproximação da final da Copa do Mundo, a corrida para finalizar o álbum oficial de figurinhas continua atraindo colecionadores de Campo Grande.
Mesmo com a aproximação da final da Copa do Mundo, os colecionadores de Campo Grande mantêm a tradição de trocar estatuetas em pontos estratégicos da cidade. O encontro reúne diferentes gerações, promovendo a socialização e a educação cultural ao lado do esporte. Enquanto alguns jovens comemoram já ter concluído os álbuns, outros utilizam técnicas de compra e troca para completar a coleção. Para os participantes, a atividade é uma forma de lazer que tem como foco o convívio familiar.
Na manhã de sábado (18), centenas de pessoas passam pelo tradicional posto de troca montado em frente ao estande modular, no cruzamento das ruas Antonio María Coelho e 25 de Outbro, em busca dos adesivos que faltam para completar o álbum, após meses trocando e comprando pequenos pacotes.
Mesmo com o torneio terminando, muitos participantes garantem que a missão de preencher todas as vagas do álbum continuará até o último adesivo. Além da troca, o encontro torna-se um local de socialização e aprendizagem entre diferentes gerações.
Um dos colecionadores que completou o álbum foi Henrique Villasanti Almeida, de 7 anos, que acompanhou o avô, o vereador Coronel Alirio Villasanti, para troca de adesivos. Henrik completa seu segundo álbum da Copa do Mundo ao encontrar o último adesivo perdido do jogador turco.
Segundo o vereador, a experiência vai além da arrecadação. “Além da coleção de incentivo ao esporte, ela nos lembra o que fazíamos quando éramos crianças. Incentivamos nossos filhos e netos e eles ainda aprendem algo sobre cada país, cultura e futebol.
Ainda entre os cobradores da reta final está Vinicius Argueiro Pereira, de 11 anos. Faltando menos de 30 figurinhas para completar o álbum, ele compartilha sua estratégia de compra e troca.
“O melhor é a socialização. Tem gente que muda sempre mesmo quando mais precisa. Estou mudando há uns dois meses e, se faltar alguma coisa, meu pai compra pessoalmente a última”, disse.
Fanático por futebol, Vinicius também deu sua opinião sobre a Copa do Mundo. Segundo ele, a França representou o futebol como o Brasil nas outras gerações e manifestou que apoiará a Argentina nesta decisão.
A babá Rita de Cássia Silva Passos, 50 anos, esteve presente para representar os filhos, de 17 e 13 anos, que viajavam de férias. Ele já conseguiu quatro álbuns e garantiu que pretende completá-los mesmo depois do fim da Copa do Mundo
“A Copa do Mundo acabou, mas não vamos desistir. Vamos terminar. Trocar adesivos é minha terapia. A gente organiza, troca, bagunça tudo e começa de novo. É um trabalho árduo, mas é muito divertido. Conhecemos pessoas e aprendemos mais sobre os jogadores e o time”, disse.
A família de Marcos de Souza Silva, 54 anos, participa da terceira tradição consecutiva de Copa do Mundo. Seu filho Guilherme Victor, 17 anos, estima que ainda restem mais de 200 adesivos.
“Se você não seguir não vai completar o álbum. Mas mesmo depois da Copa, não tem problema. O importante é terminar. Em casa a gente separa tudo junto, imprime a tabela e vem trocar. É um momento de comunicação com outras pessoas e entre nós”, explicou.
Marcos acredita que a seleção brasileira superou as expectativas durante o torneio, mas lamentou a eliminação e revelou que torcerá pela Espanha na final.
Leandro Lima, 40 anos, visitou pela primeira vez o tradicional ponto de troca com as filhas Manuela, 6, e Luisa, 3. Embora o álbum esteja na metade, a família pretende aproveitar a experiência.
“Para eles é divertido. Gostam de vestir os jogadores e colocar adesivos neles. O mais importante é afastar as crianças das telas e ter um tempo de qualidade com a família”, afirmou.
Apaixonado por futebol, Leandro lamentou a eliminação do Brasil e espera que a Espanha consiga evitar mais um título argentino.
Para muitos colecionadores, completar uma coleção representa uma conquista construída em inúmeras manhãs de paciência, amizade e troca.
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