O senador Flávio, do MS, evitou críticas a Bolsonaro e disse que o foco do espectro político era “derrotar o PT e Lula”.
Cinco meses antes da eleição, a crise envolvendo o candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro reacendeu as negociações de bastidores na direita sobre possíveis opções para um segundo turno em 2026. Em meio a especulações, a senadora Tereza Cristina (PP) afirmou nesta segunda-feira (25), em Campo Grande, que o campo conservador deve “sentar e se unir” para derrotar “Lula e o PTI”, independentemente de quem for escolhido como candidato.
A senadora Teresa Cristina (PP-MS) defendeu nesta segunda-feira (25) que a direita brasileira deve permanecer unida para derrotar Lula e o PTI em 2026, sem descartar seu nome como possível candidata presidencial. A afirmação ocorre em meio ao esgotamento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após revelações sobre negociações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro com R$ 134 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
No lançamento do Grupo de Cirurgia Vira CG Sud, no Palácio Municipal de Campo Grande, Teresa não descartou completamente a possibilidade de incluir seu nome no discurso nacional, embora tenha dito que há outros nomes mais populares entre a direita brasileira.
“Acho que a direita precisa sentar e estar unida. Já falei isso há alguns meses. A direita precisa ter um nome que derrote seus adversários, que é o presidente Lula e o PT. Então, seja o nome do Flávio (Bolsonaro), do (Romeu) Gema, do (Ronaldo) Caiado, até do meu, ou de outros que tenham sido anunciados pelo MS.
Mesmo assim, o senador considerou que não se vê neste momento como o herói da polêmica presidencial. “Meu nome não está na lista. Falam do meu nome, fico muito honrado com isso, mas ninguém se candidata. Porém, me dá orgulho, digamos, os brasileiros lembrarem do meu nome. Mas ainda tem muita água para correr por baixo da ponte”, disse.
No evento, o senador Nelson Trad Filho (PSD) defendeu publicamente o nome do colega como alternativa à Direita Nacional. “Não fazem ideia do estatuto e do reconhecimento que Teresa Cristina tem a nível nacional. A tal ponto que, se a conspiração astrológica vir nesta pequena grande mulher o que sabemos que ela é, poderá até ser a nossa candidata a Presidente da República”, brincou Nelsinho.
Limpeza Política – A fala ocorre em meio à tensão causada pela divulgação de mensagens obtidas pelo The Intercept, que apontavam discussões entre Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre um possível aporte de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões pelo câmbio da época — para financiar a produção de “Dark Horse”, filme biográfico sobre o ex-presidente Bollorona.
Segundo a publicação, Vorkaro foi preso enquanto tentava sair do país no dia seguinte à conversa. O ex-banqueiro é investigado por suspeita de participação em esquema que poderia ter causado prejuízos bilionários ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Posteriormente, o Banco Central determinou a extinção do Banco Master.
Mesmo diante da situação turbulenta, Teresa evitou críticas diretas a Flávio Bolsonaro e sustentou que a direita continua unida em torno de um projeto comum. “O Flávio está aí, é candidato, acho que ele já se explicou e talvez precise conversar mais sobre isso. Aí a direita tem que sentar e eleger. Se estivermos unidos, temos chance. Se estivermos divididos, não temos chance”, disse.
Como já relatado por Notícias de Campo GrandeNos bastidores de Brasília, o nome do senador mato-grossense tem sido lembrado como uma possível alternativa à reestruturação da centro-direita caso a candidatura bolsonarista enfraqueça.
Destacada integrante da FPA (Frente Parlamentar Agrícola), Tereza Cristina apareceu ao lado de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, entre os nomes citados por líderes do agronegócio para uma possível disputa presidencial.








