Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 – 21h08 WIB

Londres, VIVA – A maioria dos países membros União Europeia (UE) rejeitou o convite dos Estados Unidos (EUA) para se juntarem Conselho de Paz de Gazade acordo com o relatório do Financial Times, quarta-feira, 21 de janeiro de 2026.

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De acordo com o relatório, citando fontes familiarizadas com o assunto, muitos na Europa estão preocupados com o facto de a iniciativa dos EUA visar mudar o papel das Nações Unidas (ONU) como veículo para pôr fim aos conflitos globais.

As preocupações dos países da União Europeia também surgiram porque um convite para adesão ao Conselho de Paz também foi transmitido ao presidente russo, Vladimir Putin.

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Primeiro Ministro Inglês Keir Starmer está supostamente se preparando para recusar o convite do presidente Trunfo para se juntar ao Conselho de Paz de Gaza, citando autoridades britânicas.

Starmer disse que estava discutindo com os aliados os termos do Conselho de Paz.

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No entanto, as autoridades britânicas disseram que Starmer não tinha intenção de aderir à iniciativa de Trump.

“Nossa posição oficial é que ainda estamos considerando isso. No entanto, não é preciso ser um gênio político para perceber que não seria aceitável pagar US$ 1 bilhão aos contribuintes apenas para participar de um conselho com o presidente russo, Vladimir Putin”, disse uma autoridade britânica não identificada.

“Não acho que as pessoas vão se inscrever para isso”, acrescentou.

Presidente Francês Emanuel Macron também teria rejeitado o convite de Trump para se juntar ao Conselho de Paz iniciado pelos EUA para resolver o conflito na Faixa de Gaza, na Palestina.

Fontes próximas do presidente Emmanuel Macron disseram à BFM TV na segunda-feira que a França não pretendia “dar uma resposta favorável” ao convite dos EUA.

Segundo eles, a função do Conselho de Paz é considerada demasiado ampla e inclui uma autoridade muito maior do que simplesmente resolver o conflito no enclave palestiniano.

“(O conselho) levantou grandes questões, particularmente sobre o respeito pelos princípios e pela estrutura da ONU, que em nenhuma circunstância devem ser questionados”, disseram as fontes.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês também afirmou que estava a rever as disposições da Carta ou documento que cria o Conselho e reafirmou o compromisso da França com a Carta das Nações Unidas.

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“A Carta da ONU continua a ser o principal fundamento do multilateralismo eficaz, onde o direito internacional, a igualdade soberana dos Estados e a resolução pacífica de disputas devem ter precedência sobre a ação arbitrária, a política de poder e a guerra”, afirmou o ministério.

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