Sexta-feira, 3 de abril de 2026 – 05:00 WIB
Budaors, VIVA – Um momento que normalmente é apenas uma formalidade antes da partida, de repente vira holofote global. A sessão de saudações antes da partida entre a Seleção Nacional Sub-21 de Israel e a Seleção Nacional Sub-21 da Bósnia e Herzegovina nas Eliminatórias para a Copa da Europa Sub-21 de 2027 gerou um amplo debate.
Em vez de apertarem as mãos, como é tradição comum no futebol, os jogadores bósnios optaram por passar direto pela fila de jogadores israelenses. Esta curta ação ocorreu antes do início do jogo no BSC Stadium, Budaors, Hungria, na noite de terça-feira, horário local.
A partida em si terminou sem gols, 0-0. Estes resultados colocam a Bósnia e Herzegovina na segunda posição do Grupo G com sete pontos em seis jogos, enquanto Israel está logo abaixo com o mesmo número de pontos. No entanto, não são os resultados dos jogos que constituem a principal preocupação.
O vídeo do momento rapidamente se espalhou pelas redes sociais. A reação pública foi dividida. Alguns disseram que a ação não foi reflexiva espírito esportivoenquanto outros vêem isso como uma forma de postura moral e solidariedade em meio ao conflito global em curso.
“Isso é natural, porque a Bósnia e Herzegovina tem a maioria dos muçulmanos na Europa”, escreveu um comentário nas redes sociais.
No contexto do futebol moderno, os gestos pré-jogo, como o aperto de mão, são frequentemente vistos como símbolos de respeito universal. No entanto, a história também mostra que o desporto nunca esteve verdadeiramente separado da dinâmica política e humanitária.
Capitão Bósnio fala
Os holofotes ficaram ainda mais nítidos depois que o capitão da Bósnia Sub-21 Muhamed Buljubasicfinalmente deu uma explicação por meio de sua conta pessoal no Instagram.
“Quero transmitir o que aconteceu na partida de ontem entre a nossa seleção e a seleção israelense”, escreveu ele.
Como capitão, Buljubasic sublinhou que esta decisão não foi um ato espontâneo, mas sim uma atitude que transmitiu à equipa antes do jogo.
“Como capitão da equipa, antes do jogo de ontem enfatizei com firmeza que a minha terra natal e os meus pais nunca me ensinaram a curvar as costas diante daqueles que levam este mundo à humilhação e à violência”, explicou Buljubasic.
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Acrescentou ainda que as suas ações pretendem ser uma forma de representação dos valores em que a sua nação acredita.