Este ano, a percentagem de peruanos que desconfiam do governo dos EUA aumentou para 48 por cento, mais do dobro da percentagem de 2019, segundo uma sondagem do Instituto de Estudos Peruanos (IEP).

Isto coloca a cautela em relação aos EUA 13 pontos acima das preocupações sobre a sua rival, a China, cuja influência Trump tem procurado reduzir na América Latina.

Mas a eleição no Peru está longe de ser um referendo sobre Trump, que ainda não apoiou López Aliaga ou qualquer outro candidato.

Na verdade, o presidente dos EUA foi largamente ignorado na corrida, que se concentrou em questões internas.

Durante os seis debates presidenciais do Peru, Trump só apareceu uma vez, quando um candidato criticou os seus aumentos tarifários.

Alberto Rojas, 46 anos, mecânico de Lima que se inclina para Fujimori, indicou que a ausência de Trump nos debates foi boa para ele.

O presidente dos EUA, acrescentou, é um “louco” que o Peru faria melhor em evitar.

“Já temos problemas suficientes”, disse Rojas, listando o crime e a corrupção como suas principais preocupações. “Um presidente de outro país não vai nos salvar. Ele pode até piorar as coisas.”

O analista político peruano Gonzalo Banda disse estar surpreso com o fato de a política externa – e as relações com os EUA em particular – não ter surgido como uma questão eleitoral este ano.

Afinal de contas, sob Trump, os EUA tornaram-se mais activos na América Latina do que têm sido em décadas. Escândalos recentes também levantaram questões sobre a influência dos EUA no Peru.

Relatos da mídia, por exemplo, questionaram por que o governo peruano rejeitou planos de comprar duas dúzias de caças suecos Gripen, optando por caças F-16 fabricados nos EUA, apesar de custarem quase o dobro por unidade.

“Um bom candidato de esquerda teria feito disso uma questão de campanha”, disse Banda.

“Porque há um argumento muito prático. Basicamente, ‘Ei, por que temos que comprar aviões piores e muito mais caros dos Estados Unidos?'”

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