Mato Grosso do Sul ainda está abaixo da média nacional na oferta de educação em tempo integral. Dados do censo escolar 2025 divulgados nesta sexta-feira (26) mostram que cerca de 94,6 mil alunos do estado estão matriculados em escolas públicas com horário estendido, o que representa cerca de 14% do total de matrículas nas escolas públicas estaduais e municipais, considerando um universo de cerca de 680 mil alunos.
Mato Grosso do Sul tem 94,6 mil alunos matriculados em escolas públicas com horário estendido, o que representa 14% do total de matrículas na rede pública, valor abaixo da média nacional de 25,8%, segundo o censo escolar de 2025. Mesmo assim, a rede estadual deverá crescer 106% entre 2022 e 2025. O estado conta com 213 unidades de tempo integral e, a partir de 2024, oferece a modalidade em todos os municípios.
O percentual de Mato Grosso do Sul está longe do índice alcançado no Brasil, que atingiu 25,8% de matrículas em tempo integral na rede pública em 2025. Com isso, o país atingiu pela primeira vez a meta estabelecida pelo PNE (Plano Nacional de Educação), que prevê pelo menos um quarto dos alunos para a abordagem recomendada.
Apesar de estar abaixo da situação nacional, Mato Grosso do Sul avançou na expansão da educação em tempo integral nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a rede estadual registrou um aumento contínuo de matrículas no modelo, um aumento de 106%, uma das maiores expansões proporcionais entre os estados brasileiros.
Porém, ao considerar todas as redes públicas, a taxa de crescimento do estado foi mais moderada. Por exemplo, nas redes municipais, o crescimento das matrículas em tempo integral nesse período foi de 14%, enquanto a média nacional atingiu 37%.
O estudo indica que a expansão da educação em tempo integral ocorre de forma desigual entre as unidades da federação e está relacionada a fatores como a capacidade de investimento da rede de ensino, a infraestrutura disponível e as características de cada região.
No Brasil, o progresso na abordagem tem sido impulsionado por políticas públicas de incentivo, como o Programa Escola em Tempo Integral, criado pelo MEC (Ministério da Educação) para ajudar estados e municípios a expandirem as matrículas com jornadas de trabalho iguais ou superiores a sete horas por dia.
Rede estadual – Segundo a SED (Secretaria de Estado de Educação), cerca de 50 mil das 94,6 mil matrículas em tempo integral registradas em Mato Grosso do Sul pertencem à rede estadual de ensino. A entidade destaca que os dados divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anicio Teixeira) levam em consideração todas as redes de ensino, incluindo estaduais, municipais, federais e privadas.
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 213 unidades escolares que oferecem ensino em tempo integral. Segundo a SED, desde 2024 o estado conseguiu a oferta universal, com aulas disponíveis para alunos interessados nessa modalidade em todos os municípios.
“A oferta avançou muito nos últimos anos. A partir de 2024 chegamos à universalização, o que significa que temos aulas disponíveis em todos os municípios do estado para os interessados nesta modalidade”, informou a secretaria estadual de educação.







