Lixo e pneus no rio Anhandui geram alerta de dengue em CG

Às margens do córrego Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, 23 pneus foram jogados na água, junto com roupas, plásticos e outros resíduos descartados irregularmente. A situação preocupa os moradores pelo risco de criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Prefeitura de Campo Grande foi consultada, mas não se manifestou.

O espetáculo às margens do Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, chama a atenção de quem passa pela quantidade de lixo despejado irregularmente. Além do lixo, os relatos indicam 23 pneus jogados na água, além de roupas, plásticos e outros tipos de lixo espalhados pelo vale.

Ao lado do local onde foi encontrado o lixo há dois barracos, os únicos da região. No entanto, não é possível dizer quem é o responsável pelo despejo dos resíduos.

A situação preocupa moradores próximos devido aos riscos ambientais e à saúde pública. Pneus abandonados acumulam água e podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, que espalha dengue, zika e chikungunya, especialmente durante as monções.

Moradora da região, Tania Ibarra, 64 anos, relata que o problema piorou. “É difícil, olha quanta sujeira tem, pode causar dengue. Quando a gente levanta tem um monte de lixo na porta de casa, a gente nem entende de onde veio”, lamentou.

Lixo ao longo do córrego da Avenida Ernesto Giselle (Foto: Simão Nogueira)

Marta Nantes, uma cuidadora infantil de 60 anos, disse que a eliminação de resíduos acontece com frequência.

“Jogam muito bicho e lixo. Acho que as pessoas passam, ou alguém joga lá. Até jogam na praça aqui. É muito lixo”, disse.

Questionada sobre o risco dos pneus servirem de criadouro do mosquito da dengue, Marta demonstrou preocupação.

“Principalmente nesta área. Hoje em dia, caem baldes de lixo, todo tipo de coisa. Eu já estava olhando para uma bacia velha despejada ali.”

E Notícias de Campo Grande Campo Grande entrou em contato com a Prefeitura e aguarda resposta.

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