Leanderson Jr. se confessou culpado do crime e foi condenado a 22 anos de prisão
A Justiça de Mato Grosso do Sul considerou Leenderson Oliveira Jr. e João Victor Martins Vieira culpados pela morte do padre Alejandro da Silva Lima. O crime ocorreu em novembro de 2025, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. O desembargador Marcelo da Silva Casavara, da 2ª Vara Criminal, assinou a sentença.
Um tribunal de Mato Grosso do Sul condenou Leanderson Oliveira Jr. a 22 anos de prisão pela morte do padre Alexandro da Silva Lima, ocorrida em novembro de 2025, em Dourados. João Victor Martins Vieira foi condenado a quatro anos de prisão pela sua participação em crimes subsequentes. O juiz rejeitou a tese de legítima defesa e admitiu premeditação com base em mensagens encontradas no celular do réu principal.
No documento, o magistrado admitiu que o principal acusado, Leanderson, cometeu o roubo – roubo seguido de morte – e escondeu o corpo, falsificou a cena do crime e corrompeu os adolescentes para cometerem o crime. João Victor foi condenado por roubo qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores.
Leanderson foi condenado a 22 anos de prisão, além de seis meses de detenção com pena suspensa e 40 dias de multa. João Victor recebeu quatro anos de prisão, seis meses de detenção e uma multa de 40 dias ao abrigo da regra aberta inicial. A liberação é permitida.
Segundo a sentença, no dia 14 de novembro de 2025, Leanderson dirigiu-se à residência oficial da Igreja Católica, onde morava o padre, para roubar pertences e o carro da vítima. Durante a ação, ele bate na cabeça de Alexandro com uma marreta e posteriormente o esfaqueia no pescoço, resultando em sua morte. Ele então fugiu no Jeep Renegade da Mitra Diocesana de Dourados.
No dia seguinte, com João Victor e os dois adolescentes a reboque, o grupo volta à propriedade, limpa o sangue da casa para dificultar a investigação, rouba vários utensílios domésticos e leva o corpo da vítima para um mato, onde o corpo foi abandonado.
Os utensílios retirados da casa foram posteriormente encontrados na casa de João Victor.
premeditação
Na sentença, o magistrado destacou que as provas comprovaram que o crime foi premeditado. Um dos principais elementos considerados foi uma mensagem retirada do celular de Linderson, enviada ao adolescente que o acompanhava antes do assassinato.
Na conversa, o acusado escreveu: “Vamos bagunçar primeiro e depois pegamos o dinheiro ou matamos ele assim que chegarmos lá?”, mostrando, segundo o juiz, que a intenção de matar e roubar já existia antes mesmo de conhecer a vítima.
Por isso, Cassavara rejeitou a versão apresentada por Leenderson de que reagiu após ser acusado de abuso sexual por um padre. Para o tribunal, esta alegação foi isolada e “não encontrou apoio em outras provas recolhidas durante o processo”.
A tese de João Victor de que ele só participou dos acontecimentos por medo dos co-acusados também foi rejeitada. O juiz lembrou que houve vários momentos em que o jovem poderia ter abandonado o empreendimento criminoso ou contactado as autoridades, mas optou por ajudar a esconder os corpos, limpar a residência e roubar bens.
Crueldade
Na dosimetria, o juiz levou em consideração a forma como o delito foi cometido. A sentença destacou que a morte foi causada por golpes de marreta e faca dentro da residência da vítima, que era padre e morava em imóvel pertencente à Igreja Católica, situação agravada pela premeditação comprovada durante o processo. Esses fatores aumentaram a pena base aplicável a Leanderson.
Embora ambos os arguidos tenham admitido alguns dos factos e tivessem menos de 21 anos de idade à data do crime, o juiz concluiu que os factores atenuantes não alteraram significativamente a culpabilidade pelo crime admitida na sentença.
caso
Responsável pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Padre Alexandro foi encontrado morto na tarde do dia 15 de novembro do ano passado, na região do distrito industrial de Dourados. A vítima estava desaparecida desde ontem à noite.
A vítima Jardim morava em Vival dos Ypes, mas não era vista desde a noite de ontem. A polícia foi notificada do desaparecimento após o celular do padre ser encontrado no bairro Jardim Canaã I.
As equipes continuaram as investigações até que, no início da manhã, encontraram o veículo do padre, um Jeep Renegade preto, com dois homens dentro. Policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) abordaram o carro e o casal confessou o crime.
O falecido teve ferimentos de martelo no pescoço e na cabeça. O padre foi morto na casa onde morava. O corpo estava enrolado em um tapete próximo a uma floresta.







