Decisão de Ricardo da Mata Reis citou falta de intenção e carteira de motorista de Anderson Chavez Bonafa suspensa

Peritos analisaram caminhão dirigido por Anderson Chaves Bonfá. (Foto: Leandro Holzbach)

O juiz da Comarca de Dorados, Ricardo da Mata Reis, determinou a soltura do caminhoneiro Anderson Chavez Bonfá durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (20).

Um caminhoneiro que atropelou uma mulher em Dourados e a matou foi libertado após audiência de custódia. O juiz Ricardo da Mata Reis entendeu que a embriaguez isolada não prova dolo e que a prisão preventiva é o último recurso. O bafômetro Anderson Chavez Bonfa continha 0,85 miligramas de álcool. Sua carteira de motorista será suspensa e ele deverá participar de todos os processos.

Mitla Machado, de 38 anos, foi presa após atropelar e ferir o filho, de 21 anos, na tarde desta terça-feira (19), na rotatória da MS-156 e Rodoanel de Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi tomada em fórum municipal e conclui a análise preliminar da prisão do caso.

Nos registros obtidos por Notícias de Campo GrandeO magistrado observou que, nesta fase inicial, não havia material para considerar o caso como homicídio premeditado. Citando o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, disse que “a embriaguez, por si só, não é suficiente para comprovar a dolo em sua conduta”.

Destacou ainda que “neste momento embrionário não é possível enquadrar o crime como homicídio doloso”. O juiz destacou ainda que o exame do caso depende de mais investigações.

O juiz avaliou que o investigado era réu primário e não tinha antecedentes, o que eliminaria o risco imediato de novos delitos ou prejuízos na investigação. Disse ainda que, por enquanto, não existe nenhum elemento concreto de reincidência.

Na decisão, referiu que a prisão preventiva só se aplica em circunstâncias excepcionais e reforçou a eficácia das prisões como “ultima ratio”, expressão utilizada para indicar o último recurso do sistema penal.

Com isso, Ricardo da Mata Reyes concedeu liberdade temporária ao motorista, mas impôs restrições. Ele foi orientado a manter endereço atualizado e comparecer a todos os processos de suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por tempo indeterminado. O juiz determinou que o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) cumprissem a decisão.

entender – Segundo a ação, o acidente ocorreu quando o caminhoneiro atravessava a faixa de domínio na rotatória. Bateu na motocicleta em que mãe e filho viajavam e continuou com o veículo preso embaixo da carroceria do caminhão. A motocicleta foi arrastada por cerca de 5 quilômetros até que outros motoristas cercaram o caminhão e impediram que ele escapasse no Rodoanel.

Anderson Chavez Bonfa, 36 anos, foi preso após atropelar mãe e filho que andavam de moto. (Foto: Leandro Holzbach)

Durante o trajeto, o atrito do asfalto com a motocicleta provocou um incêndio, que precisou ser controlado pelos transeuntes com extintores. O teste do bafômetro após a prisão revelou 0,85 mg de álcool por litro de ar expirado, o que está acima do limite legal e constitui infração de trânsito. No caminhão, os policiais também encontraram uma geladeira com cerca de dez latas de cerveja vazias.

O caso continua sob investigação e poderá haver novos desenvolvimentos à medida que a investigação avança.

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