Altos funcionários iranianos chegam a Islamabad para negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos.
Publicado em 11 de abril de 2026
Altos funcionários iranianos chegaram em Islamabad, Paquistão, para negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos, enquanto a violência continua em toda a região.
O presidente parlamentar iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, lideram o lado iraniano nas negociações, enquanto Washington é representado pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, juntamente com o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.
Antes das conversações, Vance disse que Washington está pronto para “estender a mão aberta” se o Irão negociar de boa fé, sinalizando uma potencial abertura para a diplomacia após semanas de escalada de tensões.
Ao mesmo tempo, a situação no terreno permanece volátil.
O Ministério da Saúde do Líbano disse na sexta-feira que pelo menos 357 pessoas foram mortas em ataques israelenses na quarta-feira, alertando que o número de mortos deverá aumentar à medida que mais vítimas forem identificadas.
No Irã
- Perto do apagão da Internet passa de 1.000 horas: O grupo de monitoramento NetBlocks disse que o desligamento imposto pelo estado ultrapassou 1.000 horas, tornando-se uma das interrupções de Internet mais longas já registradas em todo o país.
- “Não há confiança nos EUA” à medida que as negociações se aproximam: O analista Zohreh Kharazmi disse à Al Jazeera que os iranianos continuam céticos antes das negociações, apesar de Teerã acreditar que detém influência, inclusive sobre o Estreito de Ormuz.
Diplomacia de guerra
- O Irã chega para negociações: do Irã delegação de altos funcionáriosliderado por Ghalibaf, chegou a Islamabad para negociações de cessar-fogo com os EUA, informou a televisão estatal iraniana na sexta-feira.
- Conversações Líbano-Israel: A presidência do Líbano disse num comunicado na Sexta-feira que uma reunião será realizada no Departamento de Estado dos EUA na Terça-feira “para discutir a declaração de um cessar-fogo e a data de início das negociações entre o Líbano e Israel sob os auspícios dos EUA”.
- O Irã exige cessar-fogo no Líbano: O presidente do parlamento iraniano exigiu uma trégua no Líbano e a libertação dos bens bloqueados do seu país na sexta-feira, enquanto Vance advertia Teerão para não “bancar” Washington nas suas conversações.
- Aviso de Trump: O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã “não tem cartas” nas próximas negociações com os EUA. Numa entrevista separada ao New York Post, o presidente dos EUA disse que os navios de guerra dos EUA estão a ser recarregados com armamento para atacar o Irão se as negociações não conseguirem produzir um acordo.
Nos EUA
- Trump diz que Hormuz reabrirá “em breve”: O presidente dos EUA disse que o Estreito de Ormuz será reaberto com ou sem ajuda do Irãprometendo que Washington “abrirá o Golfo” no meio de perturbações contínuas no fornecimento global de energia.
- EUA em busca de “vitória” rápida: O ex-embaixador dos EUA Douglas Silliman disse à Al Jazeera que Trump provavelmente pressionará por um resultado rápido nas negociações para aliviar a pressão económica, com a reabertura do Estreito de Ormuz vista como uma prioridade crítica.
- A inflação acrescenta urgência: Os preços no consumidor nos EUA subiram para o máximo dos últimos dois anos, aumentando a pressão sobre a administração à medida que as preocupações económicas crescem a nível interno.
- Vance lidera a delegação dos EUA: O vice-presidente JD Vance lidera a equipa de negociações em Islamabad, ao lado de altos funcionários, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e conselheiros como Jared Kushner.
Em Israel
- Pressão sobre Israel para interromper os ataques: Os EUA teriam pedido a Israel que suspendesse os ataques ao Hezbollah no Líbano para evitar o descarrilamento das negociações, com o actual cessar-fogo EUA-Irão previsto para expirar em 21 de Abril.
- Combates em curso no Líbano, apesar das negociações: As operações militares de Israel e a expansão da ofensiva terrestre no Líbano continuaram, mesmo quando as negociações de cessar-fogo estavam agendadas.
- O Hezbollah dispara contra Israel: Os militares israelenses disseram que o Hezbollah disparou cerca de 30 projéteis contra Israel, relatando que alguns ataques causaram danos. Sirenes de ataque aéreo foram ouvidas em todo o norte de Israel.
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Em Gaza e Jerusalém
- Milhares de pessoas nas orações da Mesquita de Al-Aqsa: Mais de 100 mil pessoas participaram nas primeiras orações de sexta-feira na Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, desde a sua reabertura, após a trégua EUA-Irão, informou a autoridade islâmica do local sagrado.
- Ataque aéreo em Gaza: Um ataque aéreo israelense matou pelo menos seis pessoas e feriu várias outras no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
- Reação da pena de morte: O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou duramente uma nova lei israelita que permite que os tribunais militares na Cisjordânia ocupada imponham a pena de morte a prisioneiros palestinianos condenados por “terrorismo”, comparando a política às acções de Hitler contra os judeus e chamando-a de “pior versão do regime do apartheid”.
No Líbano
- Pesado número de ataques israelenses: O Ministério da Saúde do Líbano disse que quase 2.000 pessoas foram mortas por ataques aéreos e operações terrestres israelenses desde o início de março, com milhares de feridos.
- Líbano em crise alimentar: O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) disse que o país enfrenta uma crise de segurança alimentar, com preços a subir e cadeias de abastecimento interrompidas no meio da ofensiva de Israel.