O projeto, financiado pelo Fundo Amazônia, prevê o fortalecimento de brigadas, bombeiros e forças nacionais em cinco estados.
O governo federal forneceu equipamentos para o projeto “Manejo Integrado do Fogo: Cerrado e Pantanal”, iniciativa apoiada por R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer medidas de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, Goa, Minas Gerais, Bahia, Piauí e Distrito Federal.
O governo federal disponibilizou equipamentos do projeto Manejo Integrado do Fogo, apoiado por R$ 150 milhões de recursos da Amazônia, para fortalecer o combate a incêndios no Cerrado e no Pantanal em seis estados e no Distrito Federal. Os itens incluem mais de 200 veículos, 6.800 equipamentos e 14 drones. Desde a retomada do fundo, foram aprovados R$ 521 milhões para prevenção de incêndios em 14 estados e três biomas.
A ação faz parte da estratégia de ampliação da capacidade de resposta ao fogo no bioma Cerrado e Pantanal e faz parte da implementação da PNMIF (Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo). O projeto é executado pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) com recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e coordenado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas).
Segundo o governo, os investimentos permitirão a aquisição de mais de 200 veículos, 6.800 equipamentos de uso pessoal e 14 drones, além de fortalecer a brigada florestal, o corpo de bombeiros militar estadual e a força nacional de segurança pública.
Os equipamentos fornecidos incluem caminhões 4×4 adaptados com kits de combate a incêndio, caminhões florais tanques autobomba, mochilas, sopradores, GPS portátil, drones e notebooks voltados para gerenciamento e análise de dados em operações de campo.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o Fundo Amazônia voltou a ter papel estratégico no combate aos incêndios florestais no país.
“O Fundo Amazônia mais uma vez desempenhou um papel estratégico no fortalecimento da capacidade do Estado brasileiro para prevenir e combater incêndios florestais, para coordenar a conservação ambiental, a proteção do bioma e a segurança pública. Esses investimentos refletem as prioridades do governo do presidente Lula na reestruturação da política ambiental e declaram que o estado, as brigadas e as forças de segurança enfrentam o impacto final”.
O Ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, destacou que o fornecimento de equipamentos faz parte de uma estratégia mais ampla de combate a incêndios, que foram agravados pelas mudanças climáticas e pela atividade criminosa.
“Estamos a implementar as políticas públicas que nós próprios iniciamos ou actualizámos. Este evento não é apenas a entrega de equipamentos, que será importante por si só, mas faz parte de uma acção governamental planeada, que todos lideramos”, disse.
O Ministro destacou também o progresso da legislação que visa a gestão integrada do fogo. “Não basta ter um bom plano, é preciso ter respaldo legal. Então, trabalhamos junto ao Congresso Nacional para aprovar a Lei de Manejo Integrado do Fogo.
A iniciativa foi estruturada em três frentes de atuação. À escala local, haverá apoio a brigadas públicas, comunitárias e voluntárias. No âmbito estadual, o foco será no fortalecimento dos corpos de bombeiros militares. Nas operações interestaduais, o apoio será direcionado às forças nacionais em situações que excedam as capacidades operacionais dos estados.
O governo federal informou ainda que, desde o relançamento do Fundo Amazônia, os investimentos voltados à prevenção e combate às queimadas já atingiram 14 estados e foram aprovados R$ 521 milhões em três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal). Desse total, R$ 371 milhões foram destinados aos corpos de bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal e R$ 150 milhões ao projeto de manejo integrado do fogo do Cerrado e Pantanal.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é considerado a maior iniciativa global baseada em resultados para reduzir as emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal. O mecanismo financia projetos de conservação, fiscalizações ambientais, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento de comunidades tradicionais.
Segundo o governo, só em 2025 o Fundo Amazônia atingiu o maior montante anual de aprovações desde a sua criação, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados.
Entre 2023 e 2026, o Fundo aprovou e contratou R$ 4 bilhões em 50 projetos, valor que corresponde a 58% de todo o volume apoiado desde a criação da iniciativa, já corrigido pela inflação.








