O programa federal prevê o calendário nacional e os auxílios futuros, mas ainda não define financiamento, prazos ou critérios

Realizado no Arael de Santo Antonio, Campo Grande (Foto: PMCG)

As festas tradicionais que reúnem bairros, comunidades, municípios e pequenos negócios podem passar a fazer parte de um calendário nacional criado pelo governo federal. O Minci (Ministério da Cultura) publicou uma portaria que instituiu as festas populares do Brasil, com o objetivo de reconhecer, mapear e potencialmente apoiar as celebrações populares em todo o país.

O Ministério da Cultura publicou uma portaria que criou as festas populares do Brasil, com o objetivo de reconhecer e mapear as celebrações tradicionais do país. A iniciativa visa valorizar as festas comunitárias, religiosas e culturais como parte da identidade brasileira e fonte de renda local. Excluem-se eventos estritamente comerciais. O programa prevê um calendário nacional, mas ainda não estabelece padrões, prazos ou critérios de seleção. A portaria foi assinada pela ministra Margarida Menezes.

Esta medida visa festas que surgem das tradições de cada local, como manifestações comunitárias, religiosas, culturais de música, dança, comida comum, vestuário, artesanato e outras expressões associadas à identidade local. A ideia é valorizar esses eventos não apenas como lazer, mas como parte da cultura brasileira e como fonte de renda para quem trabalha nos bastidores dessas festas.

A portaria, porém, coloca um freio importante: um evento não entra automaticamente na programação simplesmente por vender ingressos, promover uma empresa ou funcionar como ação corporativa. O texto afirma que os eventos são estritamente comerciais ou populares e nada têm a ver com eventos culturais comunitários. Tradução: Ter palco, barraca e música não basta. Precisa ter raízes culturais.

As ações previstas incluem a identificação das festas tradicionais mais representativas de cada região, a criação de um calendário nacional e o incentivo a atividades envolvendo artistas, grupos culturais, mestres da cultura popular, comunidades, escolas, gestores públicos e pequenos produtores associados à alimentação, vestuário, artesanato, literatura de cordel e outras expressões culturais.

O programa pode interessar às cidades que realizam festas tradicionais, mas ainda não significa dinheiro imediato. A Portaria permite que o Ministério proponha editais, contratos e condições de financiamento, mas não normas, datas de inscrição ou critérios de seleção. Esses detalhes ainda precisam ser definidos em nova legislação pelo próprio governo federal.

O texto estabelece ainda que as ações serão financiadas com recursos orçamentários do MinC, dentro dos limites legais, e por meio de eventuais parcerias com estados, municípios, distritos federais e outras fontes de financiamento. Simplificando: o programa foi criado, mas ainda falta a parte que mais interessa a quem organiza festas populares, que é saber quando, como e quanto apoiar.

A Portaria entrou em vigor na data de publicação e foi assinada pela Ministra Margarida Menezes.

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