A França baniu o ministro da Segurança Nacional de extrema direita de Israel, Itamar Ben-Gvir, no sábado, citando seu comportamento “indescritível” contra ativistas de uma flotilha em Gaza que foram detidos por sua polícia.
“A partir de hoje, Itamar Ben-Gvir está proibido de entrar em território francês. Esta decisão está relacionada com as suas ações indescritíveis contra cidadãos franceses e europeus que eram passageiros da flotilha Global Sumud”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barro, num comunicado.
“Não podemos permitir que os cidadãos franceses sejam ameaçados, intimidados ou brutalizados desta forma – ainda mais por funcionários públicos”, disse Barro, apelando à União Europeia para que também imponha sanções a Ben-Guire.
A Associated Press solicitou comentários de um porta-voz de Ben-Gvir e do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Ben-Gvir provocou indignação global esta semana depois de promover um vídeo no qual zomba dos ativistas da flotilha detidos.
Num vídeo, Ben-Gvir é visto agitando uma grande bandeira israelense sobre detidos curvados cujas mãos parecem estar amarradas. Em outro, ele provoca um preso ajoelhado, cujas mãos estão amarradas com zíperes, gritando para ele “Am Yisrael Chai” – hebraico para “Viva a nação de Israel”. Num terceiro, os detidos podem ser vistos – com a testa apoiada no chão de um cercado ao ar livre – enquanto o hino nacional israelense é tocado e guardas armados os cercam.
Os líderes estrangeiros e até mesmo o parceiro da coligação, Netanyahu, condenaram o tratamento dispensado por Ben-Gvira aos cerca de 430 detidos da flotilha.
Na sua postagem, o ministro francês também criticou os ativistas da flotilha que tentaram quebrar o bloqueio naval de Israel à Faixa de Gaza.
“Não apoiamos a abordagem desta flotilha, que não tem efeito útil e cria um fardo adicional para os serviços diplomáticos e consulares”, escreveu Barro.










