Domingo, 30 de novembro de 2025 – 20h10 WIB

Jacarta – Escritor indonésio, Denny JAaceitar BRICS Prêmio Inovação Literária 2025 com ênfase na importância da voz Ásia, Áfricae a América Latina no mapa da literatura mundial. Este prêmio é concedido a criadores que trazem novas perspectivas e avanços conceituais para o mundo da literatura global.

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No seu discurso vencedor, Denny JA enfatizou que o prémio não foi apenas uma forma de agradecimento pelo seu trabalho pessoal, mas também de reconhecimento do poder da narrativa do Sul Global, uma região da qual raramente se ouviu falar no cânone literário dominante.

“O cânone literário global até agora tem sido demasiado tendencioso em relação a uma parte do mundo”, disse ele, citado num comunicado de imprensa, domingo, 30 de novembro de 2025. “Na verdade, os humanos não respiram apenas com um pulmão”, continuou ele.

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Denny JA enfatizou que a imaginação humana também cresce nos campos de arroz em Java, nos distritos de Joanesburgo, nas favelas do Rio de Janeiro e nas antigas aldeias ao longo dos rios Yangtze e Ganges.

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“Na região do Sul Global, milhares de milhões de pessoas vivem com uma história cheia de feridas, maravilhas e paradoxos. Estas vozes são dignas de estar ao lado das maiores obras do mundo”, sublinhou.

Segundo Denny JA, o prêmio BRICS é um esforço para acender um “novo farol” que ilumine obras que aguardavam para serem reconhecidas. Ele também enfatizou que a inovação na literatura não é apenas um estilo artístico, mas uma necessidade moral da época.

“Cada geração precisa de uma nova linguagem para compreender as suas tristezas, as suas esperanças e as suas contradições”, disse ele. “A inovação literária é a ponte entre a verdade que sentimos e a verdade que finalmente ousamos falar.”

Denny JA explica a criação do gênero Ensaio Poesia há mais de uma década. Este gênero combina investigação factual com imaginação lírica, para que tragédias reais possam atingir o nível de obras literárias.

“Como dar voz às feridas sociais que as estatísticas não conseguem conter, mas que só a poesia não basta?” ele perguntou. Através deste género, questões como o bullying, a dívida digital, a corrupção, a desigualdade de género e as lutas de vida das pessoas comuns tornam-se histórias que não são apenas ouvidas, mas também sentidas.

“Aqui os fatos não são mais frios; as emoções não são mais isoladas. O sofrimento vivido torna-se um significado compartilhado e, portanto, uma humanidade compartilhada”, disse ele.

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Encerrando seu discurso, Denny JA deixou uma mensagem aos jovens escritores da Ásia, África e América Latina. “Se a literatura pode fazer alguma coisa, que nos lembre que cada ferida é uma porta e cada história uma ponte.”

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