Pequim- O presidente Donald Trump chegou a Pequim na quarta-feira com uma delegação de líderes empresariais norte-americanos, incluindo o chefe da Tesla, Elon Musk, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang, numa viagem que destacou a crescente importância da China nas indústrias globais de aviação e tecnologia.
A delegação presidencial embarcou no Força Aérea Um depois de partir da Base Conjunta Andrews, perto de Washington, DC, com uma parada para reabastecimento em Anchorage, Alasca (ANC), onde Huang teria se juntado ao voo.
Trump confirmou mais tarde que executivos da Boeing, Apple, Qualcomm, Micron, Goldman Sachs, BlackRock e GE Aerospace também fizeram parte da visita de negócios à China.
Muitos CEOs juntaram-se a Trump na viagem à China
O CEO da Tesla, Elon Musk, disse durante a viagem que ele e Huang estavam a bordo do Força Aérea Um enquanto este sobrevoava o Oceano Pacífico. Musk postou online usando uma conexão de Internet Starlink durante o voo.
Jensen Huang, cuja empresa Nvidia está no centro da indústria de chips de inteligência artificial, buscou ativamente aprovação ampliada para vender semicondutores na China.
A viagem ocorre num momento em que as tensões comerciais entre os EUA e a China continuam a afetar as exportações de tecnologia e a fabricação de aeronaves.
Trump identificou vários executivos adicionais que acompanham a delegação, incluindo o CEO da Boeing, Kelly Ortberg, o CEO da Apple, Tim Cook, o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, o CEO da Qualcomm, Cristiano Amon, e o CEO da Goldman Sachs, David Solomon.
A presença dos principais executivos aeroespaciais e tecnológicos sublinha os esforços mais amplos de Washington para fortalecer os laços comerciais com Pequim, apesar das disputas comerciais e de segurança em curso.
Foco da Boeing na China
Para a Boeing, a visita à China é de particular importância, uma vez que a fabricante de aviões americana procura fortalecer a sua posição num dos mercados de aviação que mais cresce no mundo.
Espera-se que as companhias aéreas chinesas precisem de milhares de novas aeronaves nas próximas duas décadas, à medida que o tráfego de passageiros se expande pela Ásia.
A Boeing continua a competir agressivamente contra a rival europeia Airbus, que recentemente recebeu grandes encomendas de aviões no valor de mais de 21 mil milhões de dólares da China Southern Airlines e da Xiamen Airlines.
A participação de Ortberg na delegação também segue o recente impulso da Boeing para acordos de vendas internacionais.
No início deste ano, Trump e Ortberg viajaram para o Qatar, onde a Qatar Airways anunciou planos para comprar 210 aviões Boeing num negócio avaliado em cerca de 96 mil milhões de dólares para a Casa Branca. Insider de negócios sinalizado
Analistas da indústria acreditam que a Boeing está buscando recuperar o ímpeto na China após tensões geopolíticas, atrasos nas entregas e disputas de certificação envolvendo a aeronave 737 MAX.
Impacto do comércio de tecnologia
A viagem também ocorre num momento de crescente concorrência entre empresas de tecnologia americanas e chinesas.
A Tesla perdeu recentemente a sua posição como maior vendedora mundial de veículos elétricos a bateria para a montadora chinesa BYD, refletindo a rápida expansão da China no setor de veículos elétricos.
A NVIDIA e outras empresas de semicondutores dependem fortemente do acesso ao mercado chinês, apesar das proibições de exportação de chips avançados de IA pelos EUA. A Micron enfrenta desafios regulatórios na China depois que preocupações de segurança nacional restringiram alguns de seus produtos de projetos de infraestrutura crítica.
Num comunicado publicado antes da chegada, Trump disse que queria encorajar o presidente chinês, Xi Jinping, a abrir ainda mais a economia da China às empresas americanas.
A visita deverá incluir discussões sobre aviação, inteligência artificial, semicondutores, energia e cooperação comercial internacional.
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