Os recursos são provenientes do governo do estado e serão usados para compensar moradores e divulgar a categoria final da obra
A Prefeitura de Campo Grande abriu crédito adicional de R$ 5.595.780,88 à Cisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para facilitar a desapropriação necessária à conclusão do novo acesso à área de Moreninhas. O decreto, assinado pelo prefeito Adrien Lopes (PP), foi publicado nesta sexta-feira (17) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).
A Prefeitura de Campo Grande abriu crédito adicional de R$ 5,5 milhões ao Cisep para facilitar a desapropriação necessária para completar o acesso a Moreninhos. Os recursos do convênio com o governo do estado por meio da Agesul serão utilizados para indenizar os proprietários de imóveis afetados pela obra entre Morenihas e Avenida Guaycuras. A obra, anunciada em 2020, faz parte de um pacote de R$ 32 milhões e segue paralisada pelo impasse da desapropriação.
O recurso é proveniente de convênio firmado entre o município e o governo de Mato Grosso do Sul por meio da Agesul (Agência Gestora do Desenvolvimento do Estado) e será utilizado exclusivamente para compensar imóveis atingidos por obras de pavimentação e drenagem asfáltica entre a região de Morenihas e a Avenida Guaicuras.
O crédito suplementar inclui um valor dentro do orçamento do CEP que a Prefeitura pode pagar. Embora o estado tenha disponibilizado os recursos, caberá aos municípios administrar o processo administrativo de desapropriação e indenizar os proprietários.
O acordo prevê o repasse em parcela única e terá validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. O processo administrativo está em andamento desde 2025, mas a necessidade de desapropriação por parte do município é conhecida desde pelo menos 2023.
trabalhar – A abertura do novo acesso é considerada uma das grandes intervenções de mobilidade na zona sul da capital. Hoje, os moradores de Morenihas praticamente contam com a Avenida Guri Marques como principal entrada e saída do bairro. Para acessar a Avenida Guaicurus, faça o trajeto longo pela Avenida Costa e Silva.
O projeto prevê a ligação direta entre a Avenida Alto da Serra e a Rua Salomão Abdala, ligando também as avenidas Guaycuras, Rita Vieira e Eduardo Elias Zahran. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento, distribuir melhor o fluxo de trânsito e facilitar o acesso de milhares de moradores.
Anunciada em 2020 e com início em 2022, a obra faz parte de um pacote de investimentos de cerca de R$ 32 milhões feito em parceria entre o governo do estado e a Prefeitura de Campo Grande.
Embora parte da infraestrutura já tenha sido concluída atrás de Moreninhos, a parte final continua paralisada justamente por depender da ocupação de território privado.
impasse – Em janeiro de 2023, a Prefeitura anunciou 52 imóveis de uso público, principalmente no bairro Itamaracá, na Rua Salomão Abdala, e nas ruas próximas ao Jardim Campo Alto. Algumas propriedades serão totalmente desapropriadas, enquanto outras perderão apenas frações de terreno para implantação de novas estradas.
Na época, o governo do estado disse que ajudaria a pagar as indenizações, mas destacou que os processos de desapropriação seriam administrados pelos municípios. O acordo agora formaliza esta contribuição financeira.
Em maio deste ano, em entrevista ao Campo Grande News, o prefeito Adrien Lopes disse que a desapropriação era o principal obstáculo para a conclusão da obra e reconheceu que parte das negociações dependia do processo legal e do acordo com os proprietários.
Além disso, proprietários de imóveis apreendidos em fases anteriores mantêm ações judiciais contestando o valor pago pelo poder público. Queixaram-se da subvalorização dos terrenos e pediram a revisão da indemnização, o que também contribuiu para atrasar o calendário do projecto.






