As estradas de Campo Grande passaram oficialmente a fazer parte do CISV (Centro Integrado de Segurança Viária) do Detran (Departamento de Trânsito do Estado de Mato Grosso do Sul), sistema estadual de monitoramento que detecta veículos em tempo real por meio da leitura automática de placas. A integração começou a funcionar a partir de 1º de maio de 2026 e 120 câmeras foram instaladas na capital.
As estradas de Campo Grande foram integradas ao Centro Integrado de Segurança Viária do Detran de Mato Grosso do Sul, sistema que utiliza 120 câmeras para leitura automática de placas em tempo real. A tecnologia tem como objetivo identificar veículos roubados, furtados, clonados ou envolvidos em crimes, emitindo alertas instantâneos para interceptação policial. O sistema possui segurança e inteligência únicas, que não gera multas de trânsito nem realiza fiscalizações administrativas.
Na prática, as câmeras passaram a funcionar em conjunto com bases de segurança pública estaduais e nacionais, permitindo a detecção quase instantânea de veículos vinculados a crimes como furto, roubo, clonagem, restrições administrativas e até tráfico e contrabando de drogas.
Segundo o Detran, quando um veículo restrito passa pelos pontos monitorados, a central do sistema emite um alerta automático. A partir daí, os agentes tentaram chamar a polícia e interceptar o veículo.
O órgão destaca que as câmeras não possuem função de fiscalização de trânsito e não geram multas. O objetivo do sistema é registrar o tráfego de veículos e auxiliar nas operações de inteligência e segurança pública.
Segundo os assessores do Detran, um dos principais benefícios para a população é a recuperação de veículos roubados e furtados, além da identificação de veículos clonados ou fraudulentos, situações que podem causar danos aos verdadeiros proprietários, como multas indevidas e até suspensão da carteira de habilitação (carteira nacional de habilitação).
Um dos casos recentes identificados pelo sistema envolveu a movimentação de uma caminhonete clonada em Campo Grande. O dono original do carro mora em São Paulo e desconhecia a existência do clone. Após a identificação, o veículo irregular é apreendido e o verdadeiro proprietário do veículo é informado para tomar as medidas administrativas necessárias.
O DETRAN-MS também recomenda que as vítimas de roubo e furto registrem boletim de ocorrência o mais rápido possível. Segundo a empresa, o veículo só é incluído no banco de dados por orientação do sistema após o cadastro. Caso o veículo ultrapasse uma das câmeras de monitoramento, equipes policiais poderão ser acionadas imediatamente.
Implantado em abril de 2024, o CISV conta atualmente com 280 câmeras distribuídas nas rodovias e áreas urbanas do estado, monitorando 500 faixas. O sistema funciona 24 horas por dia e é integrado ao Ministério da Justiça e aos órgãos de inteligência federais, estaduais e municipais.
O monitoramento é feito por meio da captura automática de placas de veículos que passam por câmeras instaladas em rodovias municipais, estaduais e federais. Em apenas alguns segundos, as informações são cruzadas com bancos de dados estaduais e nacionais, para identificar irregularidades e movimentações suspeitas.
Segundo o Detran-MS, a tecnologia já atendeu forças de segurança pública e recuperou mais de 190 veículos furtados e roubados em dois anos de operação.
A integração das câmeras da capital aconteceu por meio de convênio firmado entre o Detran-MS e a Prefeitura de Campo Grande. Após aderirem ao sistema, os operadores recebem treinamento de atualização para aprimorar as técnicas de monitoramento e operação da plataforma.
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