A onda de ataques ocorreu em maio e julho de 2020 e os algozes foram julgados em 2024

Marcos contrata pistoleiros após impeachment (Imagem: Reprodução)

Um Tribunal do Júri de Dorados condenou Marcos Gómez Morais a 29 anos, 11 meses e 25 dias de prisão, com pena inicial de suspensão, por matar três pessoas para evitar o pagamento de uma dívida de R$ 70 mil do tráfico de drogas. O julgamento ocorreu após a dissolução do processo original em Mundo Novo, cidade onde o crime foi planejado.

Marcos Gómez Morais foi condenado pelo Tribunal do Júri de Dorados a 29 anos, 11 meses e 25 dias de prisão por matar três pessoas para evitar o pagamento de uma dívida de R$ 70 mil com o tráfico de drogas. Réu contrata pistoleiros de Foz do Iguaçu para eliminar credores. Os algozes Cristiano Camillo e Leandro Fregoso Robes foram condenados a um total de 54 anos e 4 meses de prisão.

As investigações da Polícia Civil revelaram que a onda de ataques começou em maio de 2020, quando os credores Eliseu Gregorio dos Santos e Wagner Rodrigo Dobler Wesseling, o “Alemao”, abordaram publicamente Marcos em via pública. Para saldar a dívida, os acusados ​​contrataram pistoleiros de Foz do Iguaçu (PR) e planejaram a morte dos dois homens.

O primeiro alvo foi Wagner, atraído pela falsa promessa de levar um Ford Fusion até a casa de Marcos. O falecido acompanhou a esposa e os filhos até o local em um caminhão S10. Ao perceber que o imóvel estava vazio, o motorista deu meia-volta e, no caminho, o carro foi alvo de cinco tiros do carrasco Leandro Fregoso Robs. Os tiros atingiram apenas a carroceria do carro e a família conseguiu fugir para um quartel da Polícia Militar.

Posteriormente, Marcos tentou contratar Adriano Feitosa Machado com R$ 15 mil, além de uma motocicleta e uma arma, para que matasse Wagner e Eliseu. Adriano aceitou o adiantamento de R$ 2 mil, mas abandonou o plano, não devolveu o dinheiro e alertou as vítimas sobre o atentado. Ao descobrir a traição, Marcos ordenou a morte de Adriano.

Dois homens armados detiveram a vítima e atiraram contra ela com uma pistola calibre .45. Adriano brigou fisicamente com o atirador e conseguiu fugir. Um terceiro alvo, Eliseu Gregório dos Santos, foi executado num ataque total. Ele deixou quatro filhos menores, detalhe do valor da pena estabelecido pelo magistrado.

Além da pena, o juiz condenou Eliseu a 19 anos de prisão pelo homicídio total. Wagner e Adriano foram condenados a 5 anos, 5 meses e 25 dias por tentativa de homicídio, para cada acusação. Na infração contra Adriano, foi aplicada redução máxima de dois terços na tentativa porque os tiros não atingiram o corpo da vítima. Outras pessoas condenadas pelo Ministério Público Estadual responderam ao caso em processos relacionados.

Ao réu, que tem histórico de reincidência e permanece em liberdade durante parte da investigação, foi negado o direito de recorrer pela liberdade.

Outros estão envolvidos

Também em julgamento realizado no Tribunal do Júri de Dourados, em 22 de novembro de 2024, os algozes Cristiano Camillo, de 37 anos, e Leandro Fregoso Robes, de 41 anos, foram considerados culpados de execuções ordenadas por Marcos. Juntas, as penas da dupla chegaram a 54 anos e 4 meses de prisão pela participação na série de ataques.

Leandro recebeu a pena máxima, sendo condenado a 33 anos e 10 meses de prisão, enquanto Cristiano foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão pelo crime de tentativa de homicídio completa e qualificada.

Link da fonte