Agronegócio bate recorde de US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026

Carne, soja e algodão geram resultados; A China foi responsável por 35,1% das exportações externas do setor

Navios com contêineres para exportação, algo comum nas exportações globais. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

As exportações do agronegócio brasileiro para o mercado internacional atingiram um recorde de US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, devido ao aumento do volume de embarques e ao aumento das vendas de carne, soja e algodão, mesmo diante da redução dos preços de algumas commodities. O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgou esta informação.

As exportações do agronegócio brasileiro registram US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo o Ministério da Agricultura. A China foi o principal destino com compras de 30,5 mil milhões de dólares. Soja, carne e algodão lideraram os embarques. Café verde, açúcar bruto e celulose diminuíram entre os períodos.

A China foi o principal destino dos produtos brasileiros. O país asiático comprou US$ 30,5 bilhões entre janeiro e junho, o que corresponde a 35,1% de todas as exportações do setor. O resultado representa aumento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. União Europeia e Estados Unidos aparecem em seguida entre os maiores compradores

A soja liderou a lista de exportações e atingiu o maior volume registrado no primeiro semestre. O Brasil embarcou 69,6 milhões de toneladas do produto, 7,1% a mais que o registrado nos primeiros seis meses do ano passado.

As vendas de carne bovina in natura também atingiram máxima histórica no período. A receita atingiu US$ 9,1 bilhões, um aumento de 38,5%. O volume de exportações atingiu 1,5 milhão de toneladas, um aumento de 16,2% ano a ano.

O frango in natura foi responsável por US$ 5 bilhões nas vendas externas, um aumento de 17,8%. Os frigoríficos brasileiros embarcaram 2,5 milhões de toneladas para outros países, um aumento de 13,7%. O Japão, a União Europeia e a China foram responsáveis ​​por mais de 78% da expansão nas compras de proteínas durante o semestre.

O farelo de soja gerou US$ 4,6 bilhões, aumento de 14,8% em relação aos primeiros seis meses de 2025. O volume atingiu recorde de 12,7 milhões de toneladas. O Irã apresentou o maior aumento de compradores e aumentou as compras de produtos brasileiros em 571,3%.

As exportações de algodão também atingiram máximos históricos no primeiro semestre. A receita totalizou US$ 2,8 bilhões, um aumento de 12,5%, enquanto as remessas aumentaram 21,4%. A China liderou as compras e aumentou as importações de produtos brasileiros em 160%.

O milho completa a lista principal de destaque. As vendas externas de grãos atingiram 1,7 bilhão de dólares, um aumento de 20,6%. O crescimento dos embarques para Vietnã e Egito contribuiu para os resultados.

Apesar do desempenho recorde do setor, alguns produtos caíram. As exportações de café verde para os principais mercados consumidores, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia e o Japão, diminuíram.

A receita do açúcar bruto caiu 24,5%. A queda foi atribuída a uma queda de 21,9% nos preços médios internacionais e a uma ligeira queda no volume de vendas.

A celulose também encerrou o semestre com resultados negativos. O valor das exportações caiu 4% devido ao menor volume de vendas, apesar do aumento dos preços médios.

O desempenho do semestre contou com recordes de qualidade, quantidade ou volume da soja em grão, carne bovina, suína e de aves, algodão, farelo de soja, gado vivo, café solúvel, arroz, manga e óleo de milho.

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