‘Trump precisa sair desta guerra’: General Yakovlev explica o ‘enigma’ das negociações EUA-Irã

Eve Owen tem o prazer de dar as boas-vindas ao General Michel Yakovlev (Shape), Professor da Sciences Po e antigo Vice-Chefe do Estado-Maior do Comando Supremo Aliado da OTAN na Europa. Ele oferece uma interpretação estratégica, e não tática, da atual calmaria no conflito EUA-Irã. Ele argumentou que a aparente desescalada não era uma prova de progresso diplomático, mas de crescentes restrições estruturais. Em vez de ver a pausa nas hostilidades como um sinal de que a paz estava a chegar, ele viu-a como uma consequência da pressão política, da logística militar e de restrições industriais. No centro do seu argumento está a afirmação de que a guerra moderna é, em última análise, determinada pela sustentabilidade. Os inventários de mísseis, as capacidades de produção industrial, a legitimidade política interna e o compromisso da aliança são tão decisivos como o sucesso no campo de batalha. O General Yakovlev acredita que os Estados Unidos mantêm capacidades militares suficientes para continuar a agir contra o Irão isoladamente, mas ao fazê-lo enfraquecem gradualmente a sua capacidade de dissuadir outros adversários, tranquilizar aliados e manter compromissos globais.

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