Paz disse que os cortes salariais para ele e para os ministros mostram o “compromisso” do governo com o país.

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, disse que cortará pela metade seu próprio salário e o dos ministros, à medida que crescem os protestos e os obstáculos à sua renúncia.

Falando em evento em Sucre, capital constitucional do país, na segunda-feira, Paz disse que os cortes salariais mostram o “compromisso do governo com o país”.

Histórias recomendadas

lista de 4 itensfim da lista

Os cortes ocorrem no momento em que a Bolívia entra na sua quarta semana de agitação política e social. Os protestos causaram problemas crescentes na cadeia de abastecimento em cidades como La Paz e El Alto, onde os mercados, hospitais e postos de gasolina sofrem com grave escassez de alimentos, combustível e medicamentos.

Os manifestantes estão a pressionar o governo centrista de Paz a reverter as medidas de austeridade e a enfrentar o aumento dos custos de vida, com exigências que incluem salários mais elevados e a restauração dos subsídios aos combustíveis que mantiveram os preços nos níveis de 2006. Os protestos surgem no meio de preocupações de que o presidente esteja a alinhar-se com as grandes empresas e as elites e a governar a seu favor – especialmente porque não nomeou nenhum povo indígena ou da classe trabalhadora para o seu gabinete, um forte contraste com o passado.

Paz, que assumiu o cargo em Novembro e herdou uma economia turbulenta, argumentou que os cortes nas despesas e a redução dos subsídios aos combustíveis são necessários para estabilizar as finanças públicas.

Link da fonte