Diz o chefe da ONU, Guterres, antes da cimeira COP29

O mundo não está nem perto de estar preparado para a “calamidade” causada pelas alterações climáticas e deve preparar-se urgentemente para algo ainda pior no futuro, disse ontem o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Os esforços globais para adaptação às alterações climáticas – desde a construção de muros marítimos defensivos até à plantação de culturas resistentes à seca – não acompanharam o ritmo, à medida que o aquecimento global acelera a frequência e a intensidade dos desastres.

Inundações, incêndios e outros choques climáticos afectaram quase todos os continentes num ano que o monitor climático da UE afirma ser quase certo o mais quente alguma vez registado.

A quantidade de dinheiro destinada aos países mais pobres para medidas de adaptação era apenas um décimo do que precisavam para tornar as suas economias vulneráveis ​​à prova de catástrofes, afirmou o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) numa nova avaliação que analisa 2022, o último ano para o qual existem dados está disponível.

“A calamidade climática é a nova realidade. E não estamos a acompanhar”, disse Guterres no lançamento do Relatório Anual sobre Lacunas de Adaptação do PNUA.

As nações ricas estão sob pressão na cimeira COP29 da ONU deste mês para aumentar substancialmente os 100 mil milhões de dólares que prometeram para a acção climática nos países em desenvolvimento, incluindo para a adaptação.

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