Os princípios do direito internacional aplicam-se a todos, incluindo os Estados Unidos, disse no domingo o ministro das Finanças e vice-chanceler alemão, Lars Klingbeil, em referência às ameaças do presidente Donald Trump de tomar a Gronelândia.
“Cabe exclusivamente à Dinamarca e à Gronelândia decidir sobre o futuro da Gronelândia. A soberania e integridade territorial devem ser respeitadas”, disse Klingbeil antes da sua partida para Washington para uma reunião de ministros das finanças do Grupo dos Sete economias avançadas.
Uma tomada militar dos EUA da ilha rica em minerais do Árctico à Dinamarca, um aliado de longa data, enviaria ondas de choque através da NATO e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus.
“Aumentamos a segurança no Ártico juntos como aliados da OTAN, e não em oposição uns aos outros”, disse Klingbeil.
O ACESSO A MINERAIS CRÍTICOS SERÁ FOCO DO G7
A reunião do G7 de segunda-feira centrar-se-á no acesso a minerais críticos, à medida que os países ocidentais procuram reduzir a sua dependência da China, dadas as medidas de Pequim para impor controlos rigorosos à exportação de terras raras.
Klingbeil disse que a Alemanha tem um forte interesse em expandir a cooperação internacional nesta área, a fim de fortalecer a segurança do abastecimento, reduzir as dependências e garantir condições de enquadramento económico fiáveis.
“É por isso que é importante consultarmos os nossos parceiros internacionais e – sempre que possível – agirmos em conjunto”, disse ele.
A China domina a cadeia de abastecimento de minerais críticos, refinando entre 47% e 87% de cobre, lítio, cobalto, grafite e terras raras, segundo a Agência Internacional de Energia.

